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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

JÁ FUI MOTOQUEIRO

Quando comecei as minhas “aventuras” como empresário, tinha vinte e quatro anos, era casado há quatro e já tinha três filhas . A ingenuidade de um guri que casou cedo via tudo cor de rosa. Logo, logo percebeu que aquelas maravilhosas “fofuras” iriam crescer e precisar mais que mamadeiras de três em três horas. E não tínhamos nem geladeira então. Pode....? Sim, pode. Sobrevivemos e vencemos. Como ? Fazendo o que era necessário, trabalhando duro e acreditando em nós mesmos. Para isto quando comecei como empresário a dirigir uma pequena farmácia que tinha pouquíssimos clientes, faltavam as mercadorias essenciais e existiam....dívidas. Arregacei as mangas e fui à luta usando durante quase um ano as economias que já tinha, pois salário....nem pensar. Pagar primeiro as dividas. Uma lambreta que meu irmão e sócio colocou no negócio me levava e trazia. Ele e nosso pai éramos sócios em partes iguais mas mantiveram-se em seus empregos e encostei a “barriga” na balcão e fui a luta, assumindo o dia a dia do negócio.
Sim já fui motoqueiro a mais de cinqüenta anos atrás. Numa pequena cidade do interior em franca ascensão. Bons tempos. Com o tempo o negócio prosperou e logo a lambreta já era parte de uma pequena frota. Inventei uma caixa de madeira na trazeira da motinho, o que hoje já é normal, para transportes rápidos entre filiais.
Chegamos a passear de cinco sobre a lambreta. Eu dirigindo a Therezinha na carona, a Sofia, filha mais velha sentada na caixa da traseira e Simone e Sabrina parada em pé na minha frente sobre o piso da “maquina”. Algo hoje inimaginável de fazer. Cheguei a dirigir a lambreta por mais de 150 km até a praia e lá passeávamos na praia do jeito que falo. AAAHHHHHHHH......motoqueiro romântico.


RICARDO garopaba BLAUTH

4 comentários:

Sueli disse...

Recordar também é viver...

RICARDOgaropabaBLAUTH disse...

alo AMIGA SUELI

......é verdade guria.
super verdade

bjs
ricardoGAROPABA

Kellynha disse...

Com os olhinhos cheios de lágrimas leio agora seu texto me lembrando do meu pai, assim também motoqueiro romântico, assim, também na lambreta+esposa+3filhos+dívidas. Eu pequena, numa dessas aventuras peguei uma chuva forte de granizo até hoje meu pai ri de mim, que chorava e reclamava da chuva de cascudos....rsrs saudade do meu paizinho agora morando tão longe dele. Obrigada pelo momento nostaugia. Meu sempre amigo Juca de Oliveira.

ricardoGAROPABAblauth disse...

Alo KELYNHA

Juca de Oliveira coitado
Comparado com este
“fazedor de arte”
Mas que fazer...
Foi kelynha quem disse
Filha de pai romântico também

Obrigado digo eu pela visita
ricardoGAROPABAblauth