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quarta-feira, 6 de maio de 2009

A PROSA - CONVERSAR


A PROSA



Conversa informal, cotidiana.


É incrível QUANTO se perde quando desaprendemos a prosear conversar informalmente, dando-nos a conhecer e tendo a oportunidade de aprender, conhecer mais sobre a outra pessoa ou pessoas.



O mundo atual está cada vez mais afastando a possibilidade de conversar eliminando assim uma fonte inestimável de possibilidades de evitar conflitos.



Aparentemente ninguém mais tem tempo para CONVERSAR, ouvir, substituindo por outras opções mais cômodas e fáceis. Quanta atividade inútil, hostis, dispendiosas é realizada simplesmente pela negação do “conversar”.



É na informalidade de uma prosa, de uma conversa inteligente e inicialmente sem compromisso que muita coisa pode ser aprendida, ensinada e baseada nisto tomarem-se decisões mais importantes.



Quantas disputas, brigas, batalhas judiciais são diariamente travadas simplesmente porque não se esgotou a capacidade humana de “conversar”.



Guerras pelo mundo a fora passam de uma geração a outra entre povos vizinhos, se perdendo no tempo a razão verdadeira das mesmas existirem. Interesses escusos evitam queconversas” muitas vezes ocorram para evitar que conciliamentos amistosos ocorram, pois interessa ao “mundo dos negóciosque conflitos existam.



A própria sociedade de consumo, hoje globalizada se nutre de que as pessoas acreditem encontrar nas “comprasaquilo que procuram. Se conversar-mos mais, ouvir-mos mais, abriremos em nossa mente e em nossos conhecimentos comportas de satisfação maiores que aquelas que as “compras” podem proporcionar. Ou pelo menos seremos mais criteriosos ao fazê-las, atitude que nosso planeta está urgentemente precisando.



A imagem que ilustra esta crônica é de uma litografia minha e que realizei a partir de uma cena real. Quando vi três peões conversando com uma cerca de arame a separá-los o nome “A PROSA me veio instantaneamente. Dois numa propriedade e o terceiro em outra. Uma cerca a separar fisicamente os conversantes. Isto não impediu que tomassem um pouco do seu tempo para prosear, conversar, trocar informações.



Quando empresários & empregados, dirigentes de entidades de classe & associados, governantes & governados, legisladores & povo, professores & alunos, maridos & esposas, pais & filhos, aprenderem a conversar e principalmente Ouvir, metade dos “problemas” , seja eles quais forem estarão resolvidos.


Como metáfora, de nada adianta querercurar” se não admitir-mos que estamos “doentes”.



Falei acima Ouvir, pois monologar, acreditando que está “conversando” não conduzirá a resultados permanentes. Conversar implica emdepor as armas”, “desarmarconvicções e informalmente escutar & falar. Implica em respeitar opiniões contrárias para ver respeitadas as suas. Conseguido este clima os resultados aparecem com por magia. As energias fluem harmônicas criando condições para resultados promissores e permanentes.



Isto praticado continuamente será com o passar do tempo, prazeroso e não um obrigação.



Converse, ouça. Em pouco tempo você será outra pessoa.

RICARDO garopaba BLAUTH