Durante minha fase de reorganização do atelier de Garopaba, acabei separando uma taboa que queria usar e reaproveitar quando vi nela uma pupa de borboleta ainda com a metamorfose acontecendo, pois estava intacta e aparentemente saudável.
Separei a peça de Madeira onde estava a pupa e a posicionei onde poderia ver quando a borboleta saísse.
Bingo. Dias depois vi a pupa rasgada e olhando para o lado lá estava a nova borboleta secando e enrijecendo suas asa preparando-se para voar.
Fotografei a cena pois queria compartilhar com vocês o milagre da vida de um dos meus seres vivos prediletos. A borboletas.
Acompanhei fascinado a nova borboleta eliminando líquidos desnecessários de tempos em tempos. Num determinado momento ela não mais lá estava. Começara a sua fase voadora até colocar seus ovos para que uma lagarta nascesse e se alimentasse crescendo até estar pronta para a fase seguinte de se enclausurar numa pupa e se transformar em nova borboleta.
É o milagre da vida natural que acontecerá sempre naturalmente se o homem não predar seus habitats naturais.
RICARDO Garopaba BLAUTH

