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segunda-feira, 20 de maio de 2013



LER E RELER

Quem já foi pai ou mãe deve ter recordações de como as crianças gostam de ouvir um sem numero de vezes as mesmas histórias corrigindo inclusive quando você altera uma fala ou muda uma palavra.

Se você estiver lendo então, a atenção dos pequenos é ainda maior ouvindo o que já sabem de cor e prontamente chamando a atenção para eventual falha na leitura.

“De novo pai, de novo”  gritavam as nossas gurias quando eu tinha tempo para ler para elas nos fins de semana. Durante a semana era a mãe que o fazia, pois ocupado estava eu com as farmácias que administrava.

Hoje quando leio e releio livros que me proporcionam imenso prazer estas lembranças me vem à mente.

A maioria das pessoas fica surpresa quando falo do habito de releituras.

É incrível o que um livro a muito já lido e relido pode nos proporcionar um sem numero de vezes. Relendo aparecem nuances não percebidas antes ou se multiplicam os prazeres já conhecidos.

O assunto me surgiu quando recebi um email de amigo reclamando de um livro que me cedera aparentemente sem que o mesmo precisasse retornar. A vontade de reler o mesmo, entretanto foi mais forte. Viu então a possibilidade de escrever sobre isto na sua crônica diária. Comentou com palavras lá escritas que precisava me telefonar. Foi a maneira elegante de disser que queria o livro de volta.

Ler e reler habito que cultivo há muito.

Tenho livros em excesso, mas sinto dó de afastá-los de mim, pois sei que sentirei saudades.

ricardo garopaba blauth

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

LER E RELER




Prazeres sinto ao ler, reler livros absorventes. Há muito aprendi que livro que não me prende até a pagina quarenta, deixo de lado. Livros houve que isto a aconteceu. Num outro momento voltei a ler e me senti preso a ele. Explicar porque não sei. Nem pretendo descobrir. Apenas curto momentos.

Pensamentos surgem enquanto releio mais outra vez o “TEMPO E O VENTO” de Érico Veríssimo.

Vejo que são páginas amareladas pelo tempo, levam a minha assinatura na primeira página e data é de mais de quatro décadas.

Como presente de Bodas de Prata minha mãe mandou encadernar os sete volumes com dedicatória assinada. Já eram livros muitos livros e queridos.

Releio com prazer e espanto a história romanceada das terras hoje chamadas de gaúchas.

Ler e reler. Prazeres pessoais que não pretendo explicar, apenas curtir.



RICARDO garopaba BLAUTH