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sexta-feira, 10 de junho de 2011

UM PEQUENO GESTO, MESMO QUE TARDIO

Gosto de bom cinema. Filmes de longa metragem. Os de curta metragem, com raras exceções são, na minha opinião entediantes.

Pois outro dia tive uma agradável surpresa em ver um destes curta que me seduziu a assisti-lo. Acredito que resolvi fazê-lo pelo comentário que acompanhava o email de ter sido um curta premiado.

A história se passa em plena segunda guerra e uns moleques fardados entram em uma casa abandonada e destruída. Como não encontram nada que os atraia e logo saem. Um deles intrigado com um pequeno ruído fica e descobre uma menina escondida em um túnel ao fundo de um armário.

Duas crianças em situações distintas. A menina judia assustada e o menino alemão estudante de alguma escola militar surpreso. Um longo silencio é quebrado não por sons, mas por um gesto da menina estendendo um pequeno minotauro branco de porcelana que menino aceita em troca do isqueiro que carregava.

Logo ruídos de adultos soldados chegando fazem o menino pedir que a menina fuja enquanto ele fica e tenta esconder nas costas o pequeno cavalinho.

O oficial exija que ele o mostre e raivoso dá-lhe um empurrão que derruba o bibelô que logo é esmagado por botas marciais.

A cena seguinte mostra um senhor bastante idoso carregando um modesto embrulho exitando em tocar a campainha de uma casa. Depois de fazê-lo já quer se afastar quando a porta se entreabre. É uma velha senhora que o recebe e a quem ele dá o embrulho. Convidado a entrar ela o abre e se depara com o cavalinho de porcelana precariamente restaurado, mas que transmite toda a emoção do que aconteceu no passado e nunca foi ou será esquecido.



RICARDO garopaba BLAUTH