quinta-feira, 26 de novembro de 2009

NÃO PARA



NÃO PARA

mesmo que queira
ele não para
inexorável anda sempre
e pra frente

com a mesma velocidade de sempre
apesar de assim não parecer

tanta pra dizer
quanto para ouvir
nós é que o administramos
a nosso favor ou contra nós

deixar fluir
naturalmente
deixando-o nós levar
sabendo sempre
nosso norte

natural e maravilhosamente
peças se encaixam
quando não lutamos contra
será isto sabedoria?

diga-me quem sabe
estou eu a descobrir maravilhado
que energias à nós fluem
se lhe dermos espaço



ricardo GAROPABA blauth

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

MENTE NÃO PARA



MENTE NÃO PARA

aprendi a deixar fluir
deixar correr
por caminhos que escolhe
assim relaxo
ao me entregar ao inconsciente

nem sei mais
quando começou
foi sem querer
simplesmente aconteceu

até que descobri
nisto um excelente exercício
se assim pode ser chamado

não sou ninguém
não tenho forma
já tentei visualizar
é apenas algo que
em tom calmo e ameno
que qual poeta
conversa
e me acalma

um dia quem sabe
consigo reproduzir
o que.....
ouço ou falo?

será interessante
mais tarde quem sabe
um dia ler

até lá .......
voz poeta
bem vinda

RICARO garopaba BLAUTH

domingo, 22 de novembro de 2009

NÃO PARTIR



NÃO PARTIR


Quando sonhamos algo e o queremos realizar, precisamos formatar nosso desejo. Deste modo podemos planejar, preparar, organizar, tudo que é necessário para a concretização do sonhado inicialmente. São muitos os sonhadores de quem já li seus feitos. Já fiz crônicas a respeito de Ricardo (Virando a Própria Mesa) Semler, Thor (Kontiki) Heyerdahl, Thomas Edison, Preston Tucker, para ficar apenas em nomes que já citei em outros textos. Falta nesta relação um nome que todos conhecem como um aventureiro, definição que Amyr Klink não aceita. Sempre que entrevistado faz questão de se dizer um realizador de projetos sonhados e colocados em prática. Para ele que prepara tudo meticulosamente uma única preocupação o incomoda. É não partir.

Quem já não viveu esta experiência ? Tudo pronto para o início da realização do sonho e no último momento um imprevisto o impede de partir. Amyr enfatiza muito este fato nos seus livros e diz que com toda preparação possível algo pode ter escapado. Mas feito o que foi planejado, após partir será tudo um novo momento. Cada momento. Ai valerá toda preparação, todos os cuidados tomados antes.

O mesmo vale para nossa vida. Não partir, com medo de ter deixado algo para trás, fará você se travar indefinidamente. Viver é somar vidas, como diz Isabel Allende, que é realizar o que sonhamos. Somar apenas dias não acrescenta nada ás nossas vidas. Respeitar o medo é saber administrá-lo e não permitir que ele comande nossa existência. Solte as amarras e parta.

Vamos viver. Sonhar, planejar e realizar. Partindo quando estivermos prontos. Assim fomos da infância para a adolescência, dela para a idade madura e se tivermos tudo bem feito, vamos viver um outono longo e prazeroso, compartilhando nossas experiências com quem nos quiser ouvir.

Sou um sonhador e tento seguir este modo de viver. Somando vida.


RICARDO garopaba BLAUTH

sábado, 21 de novembro de 2009

SONHADORES



SONHADORES


Todos seres humanos em maior ou menor grau são sonhadores. É o que nos trouxe até os dias de hoje com as tecnologias que começaram rudimentares no nosso início como humanos e que hoje atinge uma rapidação quase inaceitável. Nos últimos 100 anos os avanços nesta área, incentivados por sonhadores empreendedores criaram situações que ameaçavam bem sucedidos industriais que não queriam mudar seu modo de agir.

Um destes homens visionários foi Preston Tucker que na década de 1940 desenvolve e constrói protótipo de carro com equipamentos hoje corriqueiros, mas que os grandes da época, Ford, Chrisley e GM não queriam aceitar para não mexer nos seus lucros.

A história real deste homem, que cativou e envolveu em seus projetos outros profissionais além da própria família é um exemplo para quem acredita que basta apenas sonhar, apenas desejar.
A realidade mostra que isto é apenas o começo, que para que sonhos se tornem realidade há que formatá-los, além de acreditar no que está fazendo e por fim fazer dar certo, pois certamente muitos serão os percalços que se colocarão á sua frente.

É dentro desta ótica que, sempre otimista, vejo que tudo é possível quando se acredita e realiza o que for necessário com prazer e alegria. Também acredito ser positivo enaltecer pessoas visionárias e empreendedoras sem no entanto glorificá-las. Torná-las conhecidas sim para que seu exemplo estimule mais e mais pessoas e acreditarem que sonhar é possível, mas que sonhos se tornem necessários há que batalhar.


RICARDO garopaba BLAUTH

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

VIRANDO A PRÓPRIA MESA...VOCÊ ESTÁ LOUCO ?



VIRANDO A PRÓPRIA MESA ?... VOCÊ ESTÁ LOUCO?


Você ouviu alguém gritando isto ? Onde ? Verdade ?.............
Se reconhece estas duas frases sabe que estou falando de um brasileiro nascido em São Paulo em 1959 e que mexeu com a cabeça de muita gente com seus conceitos administrativos.

Ricardo Semler é um nome que não se esquece tão fácil depois de ler os seus livros e conhecer a história real dos seus feitos. Ficou bastante conhecido graças ao seu livro “Virando a própria mesa”. É hoje Diretor-Presidente da Semco. Ricardo Semler sempre foi um menino curioso. Mas, na escola, achava quase todos os professores desinteressantes, e as matérias desligadas do cotidiano tanto que abatiam seu animo.

Como uma pessoa assim pode ser hoje um empresário de sucesso e nome reconhecido internacionalmente, quando diz que é possível preservar a liderança (e os resultados) indo ao cinema na segunda-feira à tarde ?

Para dar uma resposta curta e objetiva sobre tal pessoa, acredito só haver uma única solução. Leia a primeira metade do seu primeiro livro, “VIRANDO A PRÓPRIA MESA” e depois todo o segundo “VOCÊ ESTÁ LOUCO” que escreveu muitíssimos anos depois quando já havia consolidado tudo que apregoava no primeiro. Você vai ficar surpreso que tal pessoa existe e que renasceu novamente quando “queimou numa imensa fogueira armada no jardim de sua casa, em Campos do Jordão, no inverno de 2007. A cerimônia de cremação durou cerca de uma hora e meia, tempo suficiente para que atirasse às chamas dezenas de livros com sua assinatura e mais de 80 vídeos com entrevistas e palestras dos últimos 20 anos. A pergunta inevitável: por quê? Diz que estava cansado de ser visto apenas como o cara que virou a própria mesa, tendo de contar e recontar mil vezes a história da revolução corporativa que liderou no Grupo Semco, de sua família. “Os livros e as palestras foram importantes na minha trajetória, mas essa fase passou”, afirma. “Fazer mais da mesma coisa até o fim da vida me parece um desserviço.” Sua mulher, Fernanda Ralston, de 32 anos, foi testemunha do fogaréu literário e resume simbolicamente o ato: “Foi como um ritual de passagem. Ali, o Ricardo renasceu”.

Tem mais muito mais. Pesquisando no Google você pode ler:
" Depois de virar a empresa, empenha-se agora em virar a escola. Semler lançou, em São Paulo, a escola Lumiar. A idéia é criar um espaço no qual os alunos sejam protagonistas, escolhendo o que e quando estudar, guiados não por um currículo prefixado, mas pela curiosidade. " Na Lumiar, o professor não é o professor como o conhecemos. Não é guiado pelos conteúdos definidos em currículos. Ele deve saber montar sua aula em cima do presente, usando a curiosidade do aluno como sua principal matéria-prima. Deve saber encontrar meninos como Semler, tão encantados pelo saber que a escola chegou a atrapalhar seus estudos”

Outra frase sua que impressiona pela intensa verdade o com a qual concordo inteiramente, pois foi isto que fiz para ser a pessoa que sou hoje é :
“(Alguns) empreendedores tem um plano de negócio para as suas empresas, mas (nenhum) empreendedor tem um plano de negócios para a sua vida.”

Ler muito mudou minha vida. Muito do que hoje sou, devo as várias leituras que fiz de pessoas como Ricardo Semler, Amyr Klink,Thor (Kontiki) Heyerdahl, biografias de pessoas como Thomas Edison, Preston Tucker e outros.

Sou um sonhador e eterno curioso. Acredito que com planejamento podemos transformar em realidade tudo que desejar-mos. Os nomes que citei acima são prova viva disto


RICARDO garopaba BLAUTH

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

SOMOS O QUE FAZEMOS PARA MUDAR O QUE SOMOS



SOMOS O QUE FAZEMOS PARA MUDAR O QUE SOMOS


Recebi outro dia uma texto sobre o qual queria comentar. Já li, reli e cheguei a conclusão que nada mais precisa se acrescentado. Lastimo que não me mandaram o autor.


“O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água corria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! Disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? Perguntou o Mestre.
- Não. disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:- A dor na vida de uma pessoa não muda.
Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.
Em outras palavras: É deixar de Ser copo para tornar-se um Lago.

"Somos o que fazemos,
mas somos principalmente
o que fazemos
para mudar o que somos "


Que tal pensar a respeito, e sem deixar de caminhar.
“Por parar pra pensar se dá pra pensar andando”, como diz Tata Fernandes, uma amiga de minha filha Nina Blauth, que como ela é musicista, compositora, atriz e cantora em São Paulo.



RICARDO garopaba BLAUTH

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

QUANTO VOCÊ ESTÁ VENDO ?




QUANTO VOCÊ ESTÁ VENDO ?

você pode ver
e não enxergar
ou enxergar e não perceber

algo pode estar escapando
à sua percepção
algo maior
do que realmente vê

saber ler entrelinhas
entender metáforas
perceber intuições
sentir sintonias
ajudará o viver
somando vidas
antecipar soluções
sentir prazeres
nunca negar alegria

muito a descobrir
ouvir mais que falar
compartilhar
tentar ver o todo
sempre


RICARDO garopaba BLAUTH

NOVOS DIAS

NOVOS DIAS

para minha neta Bárbara

uma nova segunda começa
tudo pode acontecer
mas ganhar na loteria
isto sei que não vou
pois não jogo

mas ver terça
novas quartas ou quintas
e mais que vier
estarei esperando viver
somando dias
em prazeres conquistados

vamos todos
caminhar
pensar e andar
estudar
para fazer
tudo dar certo
sempre


RICARDO garopaba BLAUTH

sábado, 14 de novembro de 2009

AGRADECIMENTO



muito obrigado
pelo que voce não consumiu hoje
muito obrigado
pelo ar que deixou sem poluir
muito obrigado
por ter caminhado a pé
seu corpo faz parte do planeta
muito obrigado
por receber
MEU MUITO OBRIGADO

ricaro GAROPABA blauth

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SEXTA FEIRA TREZE



SEXTA FEIRA 13

sexta feira 13
novembro 2009
filme antigo no Sky
“gente como a gente”

não sei porque
gatilho se abre
na vontade de registrar
algo em palavras

coincidências
aqui e ali se acumulam
relembram fatos, episódios
que marcaram indelevelmente
memórias preciosas

para muitos
gente como a gente,
os mitos, as lendas
contadas e recontadas
se tornam críveis
a quem elas acreditam

prefiro ver sinais
de energias fluindo
na direção certa
na soma de vidas

treze é um numero
simplesmente isto
a “magia” que existe
está, não nele, numero
mas dentro de nós, gente

sinais você pode ver
ou até ignorar
como as energias
que fluem para quem souber
aproveitar, cada dia

energias se renovam
não importa o dia
e sim sua “força”
sua vontade, seu querer
simplesmente sempre

RICARDO garopaba BLAUTH

ENERGIAS



ENERGIAS


elas surgem
como por magia
quando nelas acreditamos
por que estão sempre lá
basta apenas acreditar

desde jovem
sou curioso
e atento observador

vejo fascinado
encaixes acontecerem
quando energias são
na direção certas postas

quanto melhor seria
somar vidas
em vês de somar dias
já dizia Isabel Allende

tão simples
que muitos duvidam
que tal possa ser
e lutam
quando deveriam viver

espero continuar otimista
e crer num mundo possível
iguais se encontrando
energias renovando

sempre é possível
no impossível acreditar
o positivo mais forte sempre
prazeres fazer crescer

um mundo onde
fraternos são os amigos
onde amizade são escudos
e proteção permanente


RICARDO garopaba BLAUTH

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

CARTA PARA PROFESSORA DE LITERATURA COMPARADA



CARTA PARA PROFESSORA DE LITERATURA COMPARADA

alo ALICE *

Puxa ser “descoberto” por você, professora de Literatura Comparada
através de universitários................BAHHHHH TCHÊ.......

Quanto ao “jeitão” que falas, realmente sou algo diferente, principalmente depois de me tornar um “auto-aposentado”, uma vez que ser aposentado pelo INSS...................rsrsrsrsrsrsrsrsrsr

Saber ter sido conhecido pela escrita é interessante e acredito ser o que todos pretendem quando começam a deixar os dedos executarem o que o cérebro manda colocar no papel.

Os meus as vezes se tornam “moleques” e se aventuram sozinhos pelas teclas. Falando em teclas, espero que um dia que me contem por que elas têm uma distribuição aparentemente desconexa.

Sobre sensibilidade, que comentas, tenho total ausência de “pavio”. Alguns ainda o tem curto. O meu desapareceu há muito.....rsrsrsrsrsr. Entretanto sou um “moleque” septuagenário, que deu espaço à criança interior que cada um de nós tem. À minha idade biológica, cada dia apresenta novos aprendizados para o corpo “que quer morrer jovem com 120 anos”, como afirmou Lia Luft numa das suas crônicas.

Como já estou com mais da metade do prazo de validade, AUTO IMPOSTO, vencido,
tenho que valorizar meu tempo. Então “conversar” com gente inteligente, principalmente com quem se identifica com meu “jeitão”, será sempre PRAZEROSO.

Como gostaste da expressão que usei "seja quem for um abração”, ai vai um novo para Alice, professora de Literatura Comparada.

RICARDO garopaba BLAUTH



* Olá!

Explicarei melhor, sou professora de Literatura Comparada e em 2004 participei de um Congresso de Literatura.
Simultâneamente, universitários montaram um espaço cultural sobre textos, foi aí "que te conheci", ou seja, li sobre você crônicas, haikais...Conheci VOCÊ pela sua escrita. E depois fui pesquisando e me identificando com seu jeitão (igual a mim) .
Sou sensível, nunca seria vulgar de tentar diálogo com um escritor o qual ("se já leste meus textos deves conhecer um pouco da minha história") não o conhecesse.

"seja quem for
um abração", gostei disto.
Alice

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O MUNDO É VOCÊ..ou...eu sou o mundo



O MUNDO É VOCÊ...

...ou... EU SOU O MUNDO

Há muito penso no que somos, no que sou. Penso muito na complexidade e perfeição do corpo humano que passa da concepção ao nascimento, daí ao crescimento, juventude, maturidade, envelhecimento e morte. Em todo este processo nosso mundo está se relacionando com outros mundos, humanos ou não. Chega o dia em que morremos, no mesmo momento em que outros estão sendo concebidos, nascendo, crescendo. O corpo humano é um mundo complexo com regras, que não obedecidas podem ocasionar danos e morte antecipada. Para isto aprendemos enquanto crianças para nos desenvolver na juventude, seguindo a estrada que leva ao fim inexorável, a morte.

Diversas vezes afirmei que o dia em que eu morresse o mundo acabaria. Sempre vi com assombro a surpresa dos que ouviam tal afirmação. Mesmo tentando conversar e explicar minha linha de raciocínio, logo percebia que a “platéia” que eu havia escolhido para ouvir o que eu tentava disser, não tinha interesse sobre o assunto. Hoje, septuagenário, acredito que muitos preferem não falar sobre na morte.

Acho fascinante o assunto e gostaria muito de, como leigo, saber mais. Tenho quase certeza que é minha criança interior, com sua curiosidade insaciável que está por trás disto. O mundo que acredito ser, quer saber mais. Descobre a cada momento que o prazer de novos conhecimentos, novas conversas, novos relacionamentos, novos desafios são o ingrediente fundamental para uma vida prazerosa.

Penso seriamente em voltar a freqüentar bancos escolares, como ouvinte, como fonte de possíveis descobertas. A leitura que adoro já não me é suficiente. Sinto vontade de interagir, de receber e repartir conhecimentos. Afinal sendo “o mundo”, como você também é, podemos aprender ensinando, ouvindo e conversando deixando um legado para quem deles se interessar.

São leigos pensamentos. Nesta condição quero aprender mais e se possível compartilhar os aprendizados em linguagem de fácil assimilação. Fico surpreso com tudo que nos cerca e que forma os outros mundos com os quais nos relacionamos. Se todos nós, mundos, aprendermos a nos respeitar e se relacionar o universo agradecerá.


RICARDO garopaba BLAUTH

terça-feira, 10 de novembro de 2009

BRINCADEIRAS



BRINCADEIRA

Quem me conhece realmente, sabe que adoro um “desafio”, mesmo que seja uma “brincadeira”, mas detesto “correntes”. Dentro deste espírito aceito o que me foi proposto por Sueli no seu blog “Fenixando” http://suelifenixando.blogspot.com

Pede a brincadeira que sejam completadas frases abaixo:
Eu já........... / Eu nunca........... / Eu sei.......... / Eu quero......... / Eu sonho...........

DESAFIO ACEITO, AI VAI MINHA PARTICIPAÇÃO.....................

EU JÁ...............muito vivi e como tal tenho “histórias” para contar, escrever
EU NUNCA.... gostei desta palavra “nunca”
EU SEI............ que quando mais sei, mais quero saber
EU QUERO.... compartilhar, com tantos quantos queiram, as minhas experiências positivas, como ex empresário e agora artista multimídia e escritor
EU SONHO ....permanentemente. em dar minha contribuição, no possível, no realizável, para viver dias e não simplesmente somar dias

Sou um “guri sonhador” acreditador que “utopias” são coisas ainda não realizadas e que deseja, como disse Lia Luft outro dia, “morrer jovem com 120 anos”, para ter oportunidade de tentar construir balanços imaginários que nos façam alcançar com os pés as nuvens do impossível.
Gosto de “jogar conversa fora” com quem tem conversas que nos façam pensar e continuar andando. Amo abrir caminhos novos, pois os que existem levam a lugares que já conhecemos. Espero sempre fazer.......................

............“amigos.....Amigos..... AMIGOS”.

RICARDO garopaba BLAUTH

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O PODER DOS LIMITES II




O PODER DOS LIMITES II

Recebi de um blogueiro amigo (Norival Ribeiro Duarte - norrival@ig.com.br ) um anexo abordando um assunto sobre o qual já tinha escrito em inícios de 2008. Baseado num livro de arquitetura cuja capa ilustra, com nova roupagem, o texto que reapresento abaixo:

O PODER DOS LIMITES
“O limitado dá forma ao ilimitado”. A frase é de Pitágoras e inspirou um livro que dá titulo a esta crônica. O nome do autor do livro é György Dóczi , húngaro nascido em 1909. É um livro fantástico que fala das “Harmonias, Proporções na Natureza, Arte & Arquitetura”. Tive-o em mãos rapidamente uma vez na casa de uma cliente para quem executei quatro grandes painéis em cerâmica. Retive-o na memória e não descansei até um dia poder adquiri-lo. É um livro técnico, mas cheio de textos e desenhos que mesmo leigos como eu se deliciam em ler e folhear. Você já ouviu falar na Série Fibonacci? É uma série de números em que cada novo número é a soma dos dois anteriores: 1-1-2-3-5-8-13-21-34-55-89-144- etc. Claro que já ouviu, mesmo fora da escola. Lembra do filme ou livro “Código da Vinci”? Lá falaram sobre isto . Lembra a flor do girassol? Os números da série Fibonacci estão lá nas espirais das sementes. Estão em toda a parte na Natureza. O que se pretende mostrar neste texto é que a solução seja para o que for está dentro de nós, não fora. Nós somos o mundo. Albert Einstein disse em seu livro “The World As I See It” (O mundo com o vejo): “ Centenas de vezes , todos os dias , eu me recordo de que minha vida interior e exterior dependem do trabalho de outros homens , vivos e mortos , portanto devo esforçar-me para retribuir na mesma medida aquilo que recebi e continuo recebendo ”. Isto me faz lembrar os professores. Quantos ou quantas estão na profissão por que amam o que fazem e sentem intenso prazer e alegria em compartilhar seus conhecimentos com seus alunos? Bons professores têm a magia em seu interior e a liberam quando despertam nas crianças a alegria de descobrir, perguntar , entender o que estão lendo, de ver o que estão enxergando, de enxergar o que estão vendo. Despertam nos seus alunos o desejo de mais e mais. Despertam a alegria e a capacidade de que cada um tem em aumentar, alimentar e exercitar seus neurônios. Amar o que se faz transforma em entusiasmo o ato de fazer. Entusiasmo é uma palavra que vem do grego e significa “ Deus dentro ”. Entusiasmo é compartilhar uma energia que nos renova, em vez de nos exaurir. Todos têm limitações. Quando compartilhamos estas limitações com as dos outros, complementamos nossas deficiências e a de outros, possibilitando assim criar uma harmonia viva na arte de viver . Acredito que foi isto que Albert Einstein quis dizer com a frase citada acima. Conhecido por sua inteligência e irreverência, não cansava de dizer: “A vida é como andar de bicicleta. Para manter o equilíbrio, é preciso se manter em movimento ” Por fim existem no mundo coisas que estão além da razão matemática da natureza e mostram um lado intangível e infinito . Por isto gosto dos versos de William Blake em que cada frase é completa em si mesmo:
Para veres o mundo num grão de areia / e o céu numa flor silvestre,/ segura a imensidade na palma de tua mão / e a eternidade em uma hora

Lembre-se, “O limitado dá forma ao ilimitado”. Por isto o poder está nos limites
RICARDO garopaba BLAUTH

domingo, 8 de novembro de 2009

QUANDO NADA É CERTO, TUDO É POSSIVEL



QUANDO NADA É CERTO, TUDO É POSSIVEL



Quanta verdade embutida numa simples frase. A escritora Margaret Drabble, quando a escreveu colocou no papel uma afirmação simples. Como repito em outras crônicas é por ser simples é que costumamos esquecendo ou não realizando, tudo que nos é possível.

Na vida nada é certo. Aprendi isto na prática desde jovem. Na minha vida tudo começou cedo e não tendo espaço nem tempo para jogar fora, aprendi no sistema de tentativa e erro, que é a essência do que afirma a escritora.

Lendo agora esta síntese numa única frase hoje, já septuagenário, compartilho com os que procuram seus caminhos, afirmando que se aprende fazendo. Aprende-se a correr dando os primeiros passos e se realiza um sonho formatando um projeto.

Perde-se um tempo irrecuperável quando a indecisão nos trava, detendo uma caminhada que nos leva à frente. “No hay camino, se hace el camino al andar” diz uma frase que pintei nas paredes do atelier e noutra está
“porque parar pra pensar se dá pra pensar andando”. Seus autores estavam dizendo com outras palavras a mesma coisa que a Margaret.

Então, em frente, que tudo é possível.



RICARDO garopaba BLAUTH

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

QUARTA



quem não sabe
desde criança
que a terça
vem depois da segunda
e antes da quarta
independente da sua vontade

então correndo
pensa em algo
nota então que é novembro
depois dum feriadão
que muitos nem sabem porque

vim com moleque
cuidar da "obrinha"
e encontrei tudo certo

velho experiente
que abriga o guri
cuidei de tudo
pra ficar legal
mas o guri logo notou
uma coisa no tal lugar

tem arvores altas
legais para um balanço
como o "grandão"
já falou disto várias vezes
quem sabe se toca
faz o balanço prometido

quem sabe na quinta?
não importa qual
que pra por os pés na nuvens
todos os dias são bemvindos

RICARDO garopaba BLAUTH

terça-feira, 3 de novembro de 2009

É SEGUNDA FEIRA DE NOVO




SEGUNDA FEIRA

é segunda de novo
devo viajar daqui a pouco
pra fazer uma “obrinha”
que é o que gosto

constato que nada tenho
pronto para postar
convido dedos sempre prontos
pra algo aqui digitar

moleques, guris faceiros
lá vão ligeiro
cumprir tal “obrigação”

gritam, riem, pulam
por pouco
não vira “esculhambação”

tenho que falar duro
por as coisas na linha
o tempo está passando
tenho que postar agora

aqui fica meu abraço
àqueles que me conhecem
aos outros deixo dois
um de reserva
nunca se sabe

voltem sempre
levo laptop comigo
amanhã de novo aqui estou

até lá então
mais adiante comento
a tal “obrinha”
que no começo da serra
pra minha filha e genro
estou faceiro construindo

mais um abraço
e pras prendas um beijo


RICARDO garopaba BLAUTH

domingo, 1 de novembro de 2009

CURIOSIDADE INFANTIL


CURIOSIDADE INFANTIL


Todos sabem, mesmo não sendo pais, que a curiosidade de uma criança normal é praticamente insaciável. Satisfeita uma logo tende a se interessar por outra coisa e o ciclo se renova. Quando isto não acontece alguma coisa não está correndo bem.

Uma criança consegue extrair de algo que aparentemente já conhece, um fato ou detalhe novo que nós, quando adultos acabamos perdendo na velocidade das coisas e com a tendência cada vez maior de se concentrar num único assunto.

Escolas e professores erram muitas e muitas vezes com a tendência de formatar seus alunos, ao invés de despertar-lhes a capacidade de brincar, de perguntar, de querer saber.

Que maravilha seria se um pouco da curiosidade infantil ficasse viva e crescendo no adulto. Seria mais eficiente profissionalmente, independente de sua atividade. A criança interior nunca deveria morrer dentro de nós, nem o arrojo de fazer o que nos é prazeroso.

Veja na imagem acima, tente fazer nem que seja algo parecido. Fuja do convencional e surprenda-se. Jogue fora convenções, ao menos de tempos em tempos e não tenha medo de brincar com seus filhos, sobrinhos, netos,ou consigo mesmo.

Você ficará maravilhado com que isto pode fazer no seu interior. Não tenha medo de ser livre. De ser o melhor amigo de si mesmo.



RICARDO garopaba BLAUTH

sábado, 31 de outubro de 2009

TUDO PRONTO PARA MAIS UMA


TUDO PRONTO PARA MAIS UMA


Os dois teriam que parar um pouco para contabilizar as aventuras fotográficas que já realizaram mundo a fora. Apaixonados pelo que fazem já viajaram o mundo e o Brasil captando imagens que resultaram em áudio-visuais, palestras, exposições e dois livros, sendo um deles já em segunda edição.

A menos de um ano a Land-Rover os levou ao extremo sul da América por meses está pronta e recém decorada com fotos da dupla. Tudo pronto para nova empreitada. Fotografar toda “Costa do Brasil” do Chuí ao Oiapoque. Serão sete meses de viagem sem contar os meses que já passaram, de preparação, planejamento, contatos, decisões.

Ita Kirsch e Simone (Bala) Blauth, partem em 15 de novembro com roteiro planejado para obter o melhor de cada lugar. Estar no lugar certo na época certa. Já conhecem o Brasil muito bem, pois por ele viajaram há anos atrás por dezoito meses, na época com uma Kombi - Motorhome. O resultado foi um livro belíssimo chamado “Bem Brasil”. Foi o segundo livro, pois o primeiro livro foi editado exclusivamente com fotos do Rio Grande do Sul. “Visões do Rio Grande” está sendo um enorme sucesso, em segunda edição que também já quase se esgotando.
Para orgulho de nós aqui de Garopaba, a foto da onda gigante que quebra sobre as pedras do canto sul da Praia da Ferrugem, que decora um dos lados do veiculo, foi tirada em dia de ressaca do mar. Esta praia que é conhecida pelos surfistas de todo Brasil, fica aqui onde moramos. A Simone quando jovem adolescente caminhava com irmãs, Sofia e Sabrina mais amigos, por sobre estas pedras enormes, pois era uma praia deserta e desconhecida na época, 1970. Ali fazíamos camping selvagem, na companhia de amigos e seus filhos que compartilhavam nosso gosto pela natureza. A Simone e suas irmãs aprenderam então a gostar da simplicidade de viver e valorizar os benefícios de uma vida prazerosa.
Desta viagem novo livro de fotos será editado. Que tudo corra bem e que possam todos acompanhar a viagem, pois um dos patrocinadores será a Mormaii aqui de Garopaba que em seu site dará continuamente notícias da expedição fotográfica.

RICARDO garopaba BLAUTH

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

ALEGRIA CONTAGIOSA


ALEGRIA CONTAGIOSA


Quando vi esta foto em meio a tantas que recebo em anexos recebidos, a alegria dos dançarinos, o som que deveria estar saindo daqueles tambores, as cores vibrantes das suas roupas, tudo isto me atingiu com uma força que me levou a tentar colocar em palavras esta sensação.

Você já deve ter em algum momento na sua vida sentido a vontade irresistível de acompanhar com os pés, mesmo sentado, o ritmo de sons de percussão. Por que resistimos muitas vezes de demonstrar o que vai dentro de nós me é um mistério. Quanto mais fácil seria viver se cada um de nós tivesse em si próprio confiança, sendo capaz de exteriorizar sues quereres. Seja onde for com a determinação dos portadores de seus próprios quereres.

A alegria contagia, assim como o seu contrário. Tento sempre que posso colocar o meu foco no alegre, no positivo, no que nos faz crescer como seres humanos, dando espaço que em nossa interior nunca morra a criança que nos acompanha. Alegria contagia e com seu ritmo chegaremos mais longe sem cansaço.

Que nossas luzes estejam sempre focadas em fatos e realizações que nos façam sorrir é algo que tenho sempre como objetivo.



ricardo GAROPABA blauth

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

MÁQUINA DE ESCREVER



você ainda se lembra ?
chegou a usar alguma
sabe então
que modelos antigos
com decadas de uso
ainda funcionam !

é o contrário do
com PUTA dor
que nos deixa
"na mão"
CRIANDO PROBLEMAS

tinha outro texto
escrito no Word
pronto e salvo
como sempre faço
para postar aqui

ai este comPUT .........
(DEIXA PRA LÁ).........
não aceitou colar
como faço normalmente

que saida ?
alternativa B
fazer do limão uma limonada

estou escrevendo aqui
"a lá prima"
diretamente no blog

espero ter sempre
bom humor
para enfrentar os disabores
que também a vida
no dia a dia
nos oferece

de qualquer maneira
uma limonada
faz muito bem à saude

tim.....tim.....

RICARDO garopaba BLAUTH

terça-feira, 27 de outubro de 2009

IMAGINARIAMENTE REAL


IMAGINARIAMENTE REAL

Recebi a pouco um email da minha neta Bárbara com um endereço do You Tube que fui olhar.
http://www.youtube.com/watch?v=2_HXUhShhmY

Depois de assistir fascinado as formas de “arte” hoje possíveis neste mundo digital que surge a frente para adolescentes-adultos, me veio imediatamente a mente palavras surgidas sei lá de onde. Usar palavras para expressar emoções, acredito ser a soma de tudo que já vivi, somando-se às expectativas do que virá. Gosto de olhar tudo pelo ângulo otimista.


num mundo horizontal
retangular e aconchegante
outros mundos surgem
imaginariamente reais
caminhamos, corremos pulamos
viajamos conhecendo
outros mundos que surgem
do nada
de tudo
onde mergulhamos, voamos
sons embalando
coração acariciando
o mundo que queremos
o mundo onde podemos
realidades virtuais viver
que nos estimulam
puxam, empurram
para seguir
o tudo
onde tudo
é você

RICARDO garopaba BLAUTH

GURI MOLEQUE # 02


aprender a voar
pular e sentir
as asas se abrir
como magia
do impossivel
tornando realidade
a fantasia, o desejo
o sonho moleque
de se divertir
agora e sempre
independente do ano
em que nascemos
pois seremos guri
até morrer
ricardo GAROPABA blauth

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

HIPER REALISMO





HIPER REALISMO


Um email de minha filha Simone (Bala) remeteu-me imediatamente ao passado, mais precisamente para os primeiro meses do ano de 1987. Já decidido de ter como atividade o prazer, havia decidido pintar as fotografias que fazia como hobby, em Preto e Branco, enquanto empresário. Ainda sem clientes que me estimulassem com desafios, resolvi eu mesmo me propor um. Fazer um grande Triptico para ser colocado nas paredes da Fininvest, meu inquilino na ocasião. Trabalho feito, festivamente inaugurado, as obras ficaram lá por muitos anos, mais tarde as recolhi e as coloquei no salão de exposição da Aldeia das Artes.

Logo me dei conta que pintando hiper realisticamente ficaria preso a uma técnica. Havia-me auto-aposentado procurando exatamente o contrário. Ser livre. Fazer o que quisesse, quando e como quisesse. Pintando hiper realisticamente acreditava que eventual sucesso me impediria de pesquisar e realizar novos meios, técnicas, suportes, desafios. O presente mostra que tomei a decisão acertada para meu temperamento. Guardo com carinho estas três telas gigantes por tudo que representaram no meu início de atividade prazerosa. Elas próprias já têm histórias que oportunamente contarei.

Dediquei-me logo após esta série que chamei de “transportes” (estas telas intitulei de “ O Trem no Vale”) , a procurar um novo meio de me expressar artisticamente com uma técnica que me identificasse como o autor independente da assinatura. Acredito ter conseguido isto quando passei a desenvolver e dominar a técnica do “pochoir” para a realização tanto de múltiplos (gravuras) como peças únicas de todos os tamanhos.

O “hiper realismo” encanta as pessoas, pois a técnica permite o pintor aprimorá-la a ponto de ser confundida com uma fotografia. É técnica pura e pouco sobra para o artista criar, assim acreditava na ocasião. Hoje depois de vinte e três anos de atividade, conheço vários artistas a nível mundial que conseguiram fazer uma excelente mixagem, colocando o hiper realismo somente em pequena porção do trabalho.

Fico feliz pelo caminho que escolhi e hoje dominando diversas técnicas sinto-me apto a encarar os desafios que espero me sejam apresentados no fazer artístico.

Ilustram esta crônica as três telas (Triptico) de 2,10 m x 1,40 m cada totalizando quando juntas, 2,10 m x 4,20 m. “ O Trem no Vale”, que passava na cidade da minha infância está ali preservado para memórias futuras.



RICARO garopaba BLAUTH

domingo, 25 de outubro de 2009

O PRAZER DE UM NOVO LIVRO


O PRAZER DE UM NOVO LIVRO

É um prazer antecipado.
Você passou bons momentos já na mega estrutura que são as grandes livrarias de hoje. Quem sabe recebeu alguma indicação de conhecidos. Jornais trazem informações sobre lançamentos com comentários e pequenas sinopses.

Você observa os livros que lhe chamam a atenção e os recolhe para “ao vivo” folheá-los e tentar antecipar se as palavras ali impressas que lhe proporcionarão o prazer da leitura total.

“Descobrir” novos autores, ler sobre assuntos que você aprecia e principalmente ser surpreendido por um autor novo ou assunto já conhecido abordado por enfoque inusitado.

Tudo isto já é um prazer para quem ama livros. Você sente dentro de si o guri que na infância começou lendo o que lhe era oferecido e que agora sente o prazer de comprar um livro que ele próprio escolhe.

Tenho na mão dois novos livros de autores que desconhecia e vou ler pela primeira vez. O prazer de sabê-los ali ao alcance da mão, escolhidos e comprados depois de uma seleção de diversos outros folheados é muito grande.

Fico feliz quando vejo uma mega livraria, num sábado a tarde, literalmente lotada de pessoas, usufruindo como eu, o prazer antecipado com a expectativa de um novo livro.

Fico feliz por saber que locais como este estão se espalhando pelo nosso pais proporcionando acesso aos livros em auto-serviços sem que ninguém te impeça de folhear, sentar e ler trechos, tomar um café ou lanche enquanto isto. É a cultura chegando em lojas amplas, espaçosas, onde que você se sente a vontade.

Fico mais feliz ainda em saber que apesar do avanço das grandes e mega livrarias, ainda é nas inúmeras e pequenas livrarias pelo Brasil a fora que são vendidos a maioria dos livros.
Garopaba é um exemplo perfeito. Cidade de menos de vinte mil habitantes tem sua livraria aberta o ano todo. E o nome não poderia ser mais sugestivo. Navegar.

É navegando, viajando pelas letras dum livro que podemos sonhar e ser, em qualquer idade ou lugar, o que quisermos. É navegando que usufruímos o prazer das coisas novas. Novos horizontes e expectativas de uma vida plena.

O livro é uma presença prazerosa em qualquer lugar, qualquer dia. É um companheiro sempre ali, para nos proporcionar emoções, conhecimento, prazeres.


RICARDO garopaba BLAUTH

sábado, 24 de outubro de 2009

LIMITES FÍSICOS


LIMITES FÍSICOS


Todos sabem que é impossível colocar dois litros de qualquer liquido dentro de um recipiente que comporta apenas um. É um fato fisicamente impossível, colocar seja o que for, em quantidade maior do que é fisicamente possível, o receptor abrigar.

O assunto me veio à mente quando vejo permanentemente mais veículos tentarem circular do que ruas, estradas suportam. Este fenômeno aumenta ainda mais por ocasião de feriadões quando esperançosos de alcançarem lugares mais espaçosos e diferentes do que as grandes cidades onde moram. procuram dirigir-se a praias, serras, campos.

Acontece também em qualquer dia da semana útil nos horários já conhecidos onde é inevitável fugir do “transito”. Basta a cidade ser de médio poste. Nas metrópoles, quase que em qualquer momento.

Algo que suspeito que a maioria de motoristas desconheça é que se todos os veículos registrados sejam onde for, resolvessem sair no mesmo momento certamente não conseguiriam se afastar mais que uma pequena distancia de sua “garagem”.

Estou neste momento no meio de um destes fenômenos. Congestionamento gigante de fim de feriadão. Podendo escrever este texto por ter decidido deixar o stress de ter que conduzir o veículo, que em alguns momentos se move a metros por hora, para o coitado do profissional que tem esta atividade como profissão.

Adoro dirigir. Hoje septuagenário, me impuz algumas regras básicas para as minhas viagens no confortável Vectra 97, 2.0 que tenho. É um prazer poder fazer a viagem quando o transito é normal, o que dia a dia está se tornando mais raro.

Soma-se a isto a “normalidade” de violar impunemente, no mais das vezes, as mais básicas regras de transito, A tudo isto filhos vêem pais cometer aparentemente impunes as infrações e assim acreditam e assimilam o fato como normal.

Acabo de voltar de uma viagem ao Nordeste onde aluguei um carro para circular em estradas que nesta época do ano estão quase que totalmente vazias por ser baixa temporada. Assim mesmo fui flagrado dirigindo a 46 hm por hora onde é somente permitido a velocidade máxima de 40 km, Extasiado pela beleza da paisagem e acreditando que estava dirigindo devagar ao percebi ou não existiam claramente colocadas, as placas limitadoras de velocidade.

A multa veio e já foi paga, pois fiz a infração e devo pagar por ela.

Será que é sempre assim? Todos que infringem seja o que for pagam ?
Fatos , fartamente noticiados, estão ai para provar que não.

Limites quando ultrapassados causam reação. Inevitavelmente.

RICARDO garopaba BLAUTH

terça-feira, 20 de outubro de 2009

MUDANÇAS E REJUVENESCIMENTO


MUDANÇAS e REJUVENESCIMENTO

Vi há poucos dias um filme animação que utilizou todo potencial tecnológico hoje disponível para fazer cinema. Cinéfilos como eu ficam fascinados com as diferenças do que inicialmente era conhecido como desenhos animados, pequenos curtas que algumas vezes antecediam o filme em cartaz.

O Filme animação que vi tem já em seu nome uma sugestão de mudança. UP- ALTAS AVENTURAS.

O personagem principal, um velho viúvo solitário descobre em si próprio a capacidade de recuperar sua vida e seus sonhos. Sua casa que dividiu com a esposa também aventureira estava desaparecendo cercado pelos edifícios que lhe roubavam os horizontes.

Ele se renova, descobre que o real está dentro de si próprio e não fora, tornando-se então o que é, um homem pratico que apesar de andar nas nuvens, resolve que somente através da ação encontrará o caminho da verdade.

O professor de lingüística da UFSC, Heron Moura, traz a tona os pensamentos e escritos do filósofo americano Emerson (1803-1882) quando faz com que o personagem principal do filme se dê conta que se está perdendo sua privacidade decide subir aos céus levando junto sua casa já que o ar não pertence a ninguém. Qual poeta sonha em levar sua casa e vida a novas aventuras e o faz descobrindo um mundo novo dentro de si mesmo.

Mudanças e conseqüentemente o rejuvenescimento é lutarmos, como ensinava o filósofo Emerson “ contra a banalização e o conformismo”.

A cena em que os vizinhos vêem espantados os telhados da velha casa inexpressiva naquele maciço urbano, se abrir e de lá saírem milhares de balões coloridos que elevam a casa.
A engenhosidade do velho Carl, este o nome do personagem principal conduz a casa para longe com engenhocas dignas dum professor Pardal.

O filme segue cheio de “mensagens” que os atentos saberão ver e interpretar.

Mas o essencial está lá. Não se banalizar, não se conformar e saber o seu querer e ir.

RICARDO garopaba BLAUTH

sábado, 17 de outubro de 2009

PALAVRAS CRUZADAS " jeito " RICARDO garopaba BLAUTH


PALAVRAS CRUZADAS

Acredito ser difícil encontrar alguém alfabetizado que não saiba o que é. As tradicionais são aquela que diariamente jornais, revistas de entretimento apresentam nalgum local especifico.

Eu próprio já tentei fazer, mas não vi o que tornava as pessoas fascinadas, as vezes viciadas no passatempo. Um dia recebi de presente um “ jogo de palavras cruzadas “. Quando abri o presente quem mo deu deve ter ficado surpreso com a minha reação. Como sou péssimo ator deve ter ficado flagrante minha decepção.

Como sou curioso li as instruções para entender as regras do mesmo e acabei fascinado com suas inúmeras possibilidades , inclusive de poder jogar sozinho um jogo criado para interagir com outras pessoas. Continuando a pensar descobri, recriando as regras e maneiras de jogar sozinho. O que me dá prazer são desafios que me façam pensar e não de competir.

Puxa, estou falando como se todos conhecem o jogo de que falo. Na imagem acima está a esquerda. O jogo tem como objetivo criar palavras cruzadas num tabuleiro de mais ou menos 50 x 50 cm com 15 quadradinhos na largura e 15 na altura totalizando 225 quadradinhos. Cento e quarenta peças de madeira de mais ou menos 2 x 2 cm cada uma com as letras do alfabeto. Cada jogador retira de um saquinho 7 peças que o adversário não vê e tenta criar palavras com ele. Cada letra tem um valor sendo as mais difíceis como X, Ã ou Q as de maior valor. Claro que estas são poucas no total e as vogais necessárias em cada palavra serem em maior quantidade e de menor valor. O jogador seguinte tenta colocar as letras que retirou tentando criar uma palavra nova mantendo o raciocínio que tem poder ser lidas cruzadas. Daí o nome do jogo. Vence quem no final tem mais pontos.

No meu novo jeito de jogar não tento fazer pontos mas sim tentar consumir todas as 140 letras disponíveis. Consegui realizar isto já muitas vezes com o tabuleiro.

Dentro desta linha de raciocínio meu novo projeto era encontrar maneira de poder realizar o jogo com as minhas próprias regras em qualquer lugar que estivesse sem precisar levar toda a caixa e as peças do mesmo. Tentei e consegui colocar meu jeito de me divertir com este jogo, colocando tudo numa simples folha de papel, mais uma simples caneta que a gente tem sempre consigo.

É divertido e estimulante e posso fazer isto em qualquer lugar e interromper a qualquer tempo e recomeçar quando quiser seja quando e onde for. Se estiver interessado veja a ilustração acima. O que desenvolvi está à direita. Entre em contato comigo. Para quem ainda não sabe adoro conversar........rsrsrsrsrsr

Seja bem vindo se quiser conhecer uma maneira de estimular neurônios fazendo um passatempo estimulante e prazeroso para quem gosta de palavras.

RICARDO garopaba BLAUTH

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

CINÉFILO


CINÉFILO


Sou um leitor voraz, um otimista incorrigível, adoro documentários da TV paga, teatro de boa qualidade, música , mas acredito que num filme tudo isto, com uma boa história, um roteiro bem feito. um diretor competente e um editor sensível tem-se o prazer completo.

Vou a cinema desde o tempo dos filmes preto e branco, assistindo ainda adolescente extasiado a chegada dos filmes coloridos. Guri , nas matinês de domingo assistíamos dois filmes por tarde , sendo um seriado que continuava por três domingos. Claro que a cena final de um episódio era sempre aquela em que o “mocinho(a)” estava em total perigo de vida.

Chegávamos cedo ao cinema com os braços carregados de gibis, revistas de histórias em quadrinhos, que vendíamos ou trocávamos por outros que não tínhamos lido. Entre um filme e outro continuávamos a comercialização e a troca de gibis até que o segundo filme começasse.

Os filmes chegavam a nossa pequena cidade industrial , anos depois de lançados. Poucos eram os filmes europeus. Novo Hamburgo-RS tinha quatro cinemas , sendo um deles construído especialmente e com capacidade para mais de 1.500 pessoas. Claro que hoje é uma Igreja Universal........rsrsrsrsrssrr

Onde Novo Hamburgo “nasceu”, Hamburgo Velho, uma cinéfila que ganhou uma loteria sozinha construiu um prédio especialmente projetado para ali instalar um cinema ao lado da sua casa. O prédio existe até hoje e é um dos patrimônios da cidade.

Nunca me preocupei em calcular quantos filmes já vi até hoje. Devem ser milhares. Apesar de termos vários cinemas na cidade só havia uma sessão por dia em cada um, as 20 hrs e o filme era o mesmo durante a semana inteira. O novo filme chegava aos sábados e nos domingos alem das matinês com dois filmes e a noite duas sessões ,as 19 e 21 horas.

O cinema era uma opção cultural real e diariamente disponível. Hoje, septuagenário, continuo acreditando que o cinema reúne tudo para quem gosta de histórias, criatividade e de “viajar”. Mesmo com bons filmes cada vez mais raros são uma excelente fonte de cultura , prazer e entretimento.

Tenho em minha memória de cinéfilo cenas memoráveis, diálogos preciosos, musicas maravilhosas e imagens inesquecíveis. Gostaria de um dia poder reunir em DVD as cenas que mais me impressionaram. Claro que é mais um dos inúmeros sonhos que tenho e que talvez nunca se efetivem, pois para isto teria que transformá-las num projeto o que envolveria tempo, grana e o que fazer com o resultado depois,

Assim sonho, e é um sonho maravilhoso que agora estou repartindo com vocês, que se estão lendo até aqui, são cinéfilos como eu.

Então , abraços e bons filmes a todos



RICARDO garopaba BLAUTH

terça-feira, 13 de outubro de 2009

VIAGEM NO TEMPO


VIAGEM NO TEMPO

Certa ocasião fui desafiado a escrever sobre viajar no tempo.
Acredito que agora em que procuro algo a fazer durante uma viagem de ônibus que parece interminável devido a um transito pesado de fim de feriadão surgiu a oportunidade.

Imaginariamente já pensei mito a respeito, alem de já ter visto inúmeros filmes que exploraram o assunto. As abordagens do tema foram as mais variadas possíveis como é normal em se tratando de ficção.

A partir de uma idéia central o escritor desenvolve sua história por mais inverossímil que seja.

Dentro deste tema já vi dramas, filmes de ação, comédias, musicais.

Um dos filmes que explorou o assunto de forma brilhante, em minha opinião,
foi “em algum lugar do passado” com Christopher Reeve, Jane Seymour ...

Viajar no tempo?
Não acredito possível. Se fosse? Para onde quereria você ir?

Ao passado, ao futuro ?

Claro que você gostaria de ter consigo as informações que acumulou até agora e é por isto que acredito que não seja possível pela simples lógica que seria o caos.

O bom senso natural diz ser melhor assim, esta impossibilidade física, mas quem sabe num futuro qualquer ...........................



RICARDO garopaba BLAUTH

domingo, 11 de outubro de 2009

A FONTE DA JUVENTUDE


A FONTE DA JUVENTUDE

Fico cada vez mais assombrado com as coincidências. Ontem escrevi um texto sobre um Vencedor, o estilista Rui Spohr, hoje já avançado em anos biológicos e que continua super ativo. Agora a minutos atrás recebo email de um grande amigo meu, Henrique Schucman, que conhece como ninguém minhas idéias e filosofias e que me envia uma cópia de crônicas de Lya Luft, onde li maravilhado que ela quer como eu, morrer jovem aos 120 anos.
Presto minha homenagem a todas as mulheres VENCEDORAS, reproduzindo aqui ao texto desta escritora que tanto admiro por sua inteligência e “fome de vida”.


LYA LUFT - A IDADE E A MUDANÇA
Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher.
Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças,credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível...
A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho?
Onde é que nós estamos? Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna.
Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo emidade avançada.
A fonte da juventude chama-se "mudança".
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e,mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada.
Rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, semtemer ficar sozinha aos 65 anos.
Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só
que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os
questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...
Lya Luft


Que tal a gente pensar bastante a respeito e agir.
Fazer as “Mudanças” necessárias.
Isto rejuvenesce.................DE VERDADE.



RICARDO garopaba BLAUTH

sábado, 10 de outubro de 2009

OUSADIA , ATREVIMENTO OU CORAGEM ?


OUSADIA, ATREVIMENTO ou CORAGEM ?

Como fiquei na duvida qual palavra a usar para contar a história de alguém que há muito admiro, resolvi colocar as três. No final decidam qual a palavra que é a mais adequada para o fato real aqui narrado.

Ele nasceu bem antes de mim na mesma cidade, já industrializada na ocasião, com curtimento de couros e fabricação de calçados. Passei a conhecer sua história quando eu tinha cerca de dezesseis anos, pois é primo irmão da minha esposa, minha namorada na época.

Rui, este o nome que adotou, quando descobriu o seu querer, viu que para viver “ o mundo” que sonhava, teria que romper com todas as convenções de uma pequena cidade interiorana e se lançar onde estava o centro do que desejava. Paris.

Munido de ousadia, atrevimento, coragem, arrojo, audácia, determinação, firmeza de espírito, tenacidade e enfrentando a tudo e a todos e foi atrás do seu sonho já transformado em projeto. Estudar em Paris. Centro do mundo da moda, onde acreditava encontraria o que estava procurando.

Chegando lá se muniu de paciência para ter capacidade de enfrentar o esforço necessário e prolongado que sabia que teria pela frente. Sua moral forte enfrentou os riscos com coragem, intrepidez e denodo. Batalhou muito e venceu.

É um vencedor.

Hoje reconhecido no mundo da moda, tenho o orgulho de ser uma das pessoas, com quem de tempos em tempos tenho a oportunidade de conviver.

RUI SPOHR estilista e sua companheira desde sempre, Dóris além de excelentes profissionais, são pessoas maravilhosas, com quem as horas parecem poucas quando estamos convivendo, conversando.

Além de tudo são amantes de Garopaba aonde vem descansar quando podem.

Sendo Rui um vencedor de todas adversidades que colocaram em seu caminho, colocou todas em um livro auto biográfico que escreveu. Deixo a você a decisão do titulo mais apropriado.

Mas se fosse pressionado a escolher outro que tivesse uma só palavra, não teria dúvida, “VENCEDOR”

RICARDO garopaba BLAUTH
para saber mais clique no nome do RUI em vermelho e veja seu site

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

RE.....FLEXÕES # 01



o sol sempre estará lá

as nuvens é que impedem

que recebamos

seus beneficios plenamente.............

não fazemos nós

constantemente o mesmo

colocando barreiras

onde desnecessárias ?



RICARDO garopaba BLAUTH

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

FORMAL ou INFORMAL ?



FORMAL ou INFORMAL ?


Numa inauguração de uma de minhas obras realizadas por encomenda, o painel “VISÕES DE PORTO ALEGRE” para o HOTEL RITTER, todos convidados e autoridades presentes estavam devidamente engravatados e eu com uma vistossissima e super colorida camisa de manga curta.............rsrsrsrsrsrsrsr

Logo em seguida ainda pediram pra eu falar..........................
Ai então brinquei.....

" SOCORRO, SOCORROOO !!!!!!!!!!!

“ UMA GRAVATA POR FAVOR....."

“Quebrado o gelo” fiz em dois minutos o “discurso” que é inevitável nestas ocasiões, vencendo com humor a “informalidade”, característica minha.

Pelo menos assim acredito pois fui muito cumprimentado e fotografado depois.....................................rsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrs


RICARDO garopaba BLAUTH

terça-feira, 6 de outubro de 2009

MOMENTO # 3




MOMENTOS # 3

dias que sim /outros não /mas o momento / está sempre lá / a espreita / pra ver /
se estamos atentos / para não deixá-lo passar

hoje como ontem / dias / como alguns devem ser / mas não necessariamente / prazerosos

decisões foram tomadas / para que tudo ande / como sempre deveriam

fim do dia cansado / mas com a agenda cumprida / tarefas programadas / para que / sonhos projetados / possam se realizar

lá se foi / um quinto do mês dez / estamos rapidamente correndo / pro fim....
.........do ano

novos momentos virão, sim / mas precisamos ficar a espreita / e não deixá-los / passar / é desperdício de vida / de prazeres / e “fomes” insaciáveis



RICARDO garopaba BLAUTH

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

SEM TEMPO


SEM TEMPO


qual criança num brinquedo novo
me perco
procurando soluções
para um novo desafio apresentado

o tempo então passa
sem ser notado

almoço por que sou chamado
esqueço de tudo
feliz, imerso no “fazer arte”

esqueço que existe o relógio
quando vejo
sei que é noite
pois luzes acendo
num ato inconsciente

muita coisa aconteceu hoje
livro de sebo
pelo correio recebido
"Roland Barthes, edição de 1975"
reforma no atelier projetada
e esboço
para nova gravura encomendada
já está concluído

acordei cedo para tudo dar conta
já é quase meia noite
e o entusiasmo afasta cansaços

sem tempo ?
que nada
quanto mais
se tem a fazer
daquilo que nos é prazeroso
mais parece
as possibilidades do tempo surgir

dedos correm soltos
cheias de energia
para deixar aqui um sorriso
de uma criança contente

brinquedos novos
deveriam
todos os dias surgir
para que os “sem tempo”
reencontrem as suas
crianças
que querem sair


RICARDO garopaba BLAUTH

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

ISABEL ALLENDE - SEU ÚLTIMO LIVRO


ISABEL ALLENDE- SEU ÚLTIMO LIVRO

“LA ISLA BAJO EL MAR”

Mesmo quem conhece os livros desta peruana nascida em 1942 que viveu no Chile até 1945 e em outros lugares do mundo em especial na Venezuela até 1988 quando então se mudou definitivamente para a Califórnia – Estados Unidos, onde mora até hoje, fica surpresa com a força e criatividade desta mulher.

Seu último livro recém impresso em setembro deste ano de dois mil e nove e por isto ainda sem tradução para o português me deu a oportunidade de ler suas quinhentos e onze páginas na versão original, em espanhol.

É uma história baseada em fatos reais e conta com personagens fortes, a história do Haiti entre 1700 e 1810. Eu o li em um só fôlego por dois e meio dias, impossibilitado de fazer outra coisa tal o fascínio que seu texto conseguiu impregnar em mim.

Quem mexe com criatividade, mesmo de forma modesta, com muito entusiasmo e determinação como eu, não tem como não render-se à força da história ali contada. Dá para ter uma pálida idéia do que se passa na mente de uma pessoa com Isabel, ficcionando fatos reais e cruentos como é a história do Haiti, no mar do Caribe.

Quem acompanha Isabel Allende, esta mulher miúda e determinada, já leu todos os seus livros, sabe que ela já começou como escritora escrevendo “A Casa dos Espíritos”, consegue entender que somente exorcizando seus personagens através de um catarse literária consegue se manter sã. Pois Isabel já fez isto por duas vezes, quando escreveu “Paula” após perder sua filha com este nome, vitima de uma doença rara e depois com o livro de 1 ou 2 anos atrás que sabiamente deu o nome de “ A Soma dos Dias”.

Minha admiração por esta escritora aumenta dia a dia. Agora com o término da leitura deste último livro, foi difícil, na última madrugada, largar o volume. Por isto iniciei este dia escrevendo este texto.

Leio muito. Desde criança. No início tudo a que tinha acesso, de almanaques que as farmácias distribuíam, aos gibis da época e aos livros que não me lembro onde arranjava. Assim minha “formação literária” é uma mistura de tudo pois passei até por Sidney Sheldon e seus romances totalmente previsíveis, mas fui “salvo” por Erico Veríssimo que como Isabel Allende usava a realidade para ficcionar seus romances. Os sete volumes de “O Tempo e o Vento” foram lidos certamente mais de cinco vezes pois pai muito cedo de hoje três fantásticas mulheres, não tinha grana para comprar novos livros.

Hoje continuo voraz leitor de tudo que me cai nas mãos, mas tenho recursos para escolher o que mais me agrada. Biografias principalmente e romances históricos como este último da Isabel Allende.

A facilidade de acesso a livros hoje é fantástica, inclusive àqueles que dispõe de poucos ou nenhum recursos, pois existem bibliotecas que eram inexistentes ou precárias na minha infância e “sebos”, inclusive na Internet, onde me abasteço de literatura de edições já esgotadas.

Fico feliz em saber que o ramo de livraria está entre os negócios em expansão aqui no Brasil, com Mega Lojas nas grandes cidades e isto deve ser destacado, com Livrarias pequenas em cada cidade , principalmente na metade sul do Brasil. Aqui em Garopaba, somos previlegiadérrimos neste aspecto, pois dispomos de uma que vende exclusivamente livros e alem do seu belíssimo acervo conseguem o que se necessita em questão de dias.

Nós leitores somos seres especiais, principalmente quando podemos usufruir o máximo do nosso tempo para ler.

RICARDO garopaba BLAUTH

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

ISABEL ALLENDE


ISABEL ALLENDE

“LA ISLA BAJO EL MAR”

este é o primeiro livro
que estou lendo na língua original

tudo tem uma primeira vez
e hoje com setenta na “cacunda”
pretendo ter muitas
“primeiras vez”

ler um livro no original
realizar sonhos,formatando-os
viajar física e mentalmente
falar, escrever, pensar

que cada novo dia
somem vidas

que conhecimentos acumulados
possam crescer
com o passar dos anos
de vida
que ainda me está
reservada



RICARDO garopaba BLAUTH

sábado, 26 de setembro de 2009

O LUXO DA VELHICE



Alcançada a idade em que começamos a ser chamados de velhos e tendo a sorte de ser econômica e financeiramente independentes podemos usufruir o luxo de sermos totalmente inúteis.

Como assim inúteis, podem dizer alguns. Para tentar esclarecer o que penso recordo o que escrevi outro dia sobre “o que é arte” lembram ? Não serve para nada, é apenas arte. Nossa mente está programada para em tudo ver uma utilidade.

O que é ter utilidade ? Uma vassoura é útil, um martelo também assim como uma panela, e outros objetos e meu guri interior cutuca dizendo : “ lembra a estas pessoas que o papel higiênico é super útil......”

Brincadeiras a parte nós, velhos hoje, somos inúteis se olharmos para nós mesmos como objetos. Somos mais do que isto. Somos seres humanos biologicamente envelhecidos, mas com cérebro que continua crescendo e se desenvolvendo apesar da idade. Já ultrapassamos a fase da utilidade e podemos transformar nossos conhecimentos em sabedoria.

Afinal para que servem as belas músicas de Beethoven, Mozart, Vivaldi, as pinturas dos mestres como Picasso, Van Gogh, Monet ou ainda as poesias de Fernando Pessoa, Adélia Prado, Mario Quintana.

Velhos ativos intelectualmente exercitaremos nosso cérebro e temos todo tempo que precisarmos para brincar com nossos netos e bisnetos, conversar com novos amigos, procurar pessoas com interesses iguais aos nossos ou simplesmente ouvir música ou apreciar belos quadros.

Sorria, a velhice pode nos proporcionar muitos luxos, inclusive de voltar a estudar, fazer intercâmbios, viajar. Sorria pois só fica velho quem viveu para isto.



ricardo GAROPABA blauth

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

FAZER DAR CERTO ll




muitas e muitas vezes

fazer dar certo

nos obriga a fazer algo

que necessário

mas não nos dá

nenhum prazer


algo a ser vencido

por imposição do sistema

pois nada mais é

que um obstáculo


mesmo estes

para serem vencidos

devemos estar "armados"

do "fazer dar certo"


o ano chegando ao fim

chega época de "vestibulares"

barreiras idiotas

e "cotas" mais ainda


chegar no "outro lado"

deve ser alcançado

por quem quer conseguir

o que o terceiro grau pode oferecer


acreditar em sim próprio

fará dar certo

no momento e situação apropriado


amém


RICARDO garopaba BLAUTH






quarta-feira, 23 de setembro de 2009

FAZER DAR CERTO


FAZER DAR CERTO

Sou naturalmente otimista, apesar de, como qualquer “normal”, meu humor oscilar entre duas linhas imaginárias, não muito distantes da linha “central”. Acredito que viver na linearidade deve ser tremendamente chato e previsível. Acredito que não sabermos o que o momento seguinte nos reserva dá o “sabor” que torna nossos dias com mais vida.

Sou naturalmente um curioso também. Tudo me atrai e quem me acompanha deve muitas vezes ficar se perguntando o que afinal vou fazer com uma informação que aparentemente não tem nada a ver comigo. Esta curiosidade natural, há muito já descobri é benéfica aos nossos neurônios e os assuntos que não iremos “aproveitar” o próprio cérebro se encarrega de deletar ou jogar num local que não ocupe demasiado espaço.

Hoje com a Internet a quantidade de informações que recebemos é extraordinária e é necessário uma certa disciplina , que nem sempre tenho, de selecionar os assuntos nos quais se deter. Como tenho com objetivo escrever diariamente um texto atemporal, vou armazenando pequenas informações para uso futuro.

Recebi a poucos dias, de uma das pessoas que se correspondem normalmente comigo, um texto interessante sobre “entusiasmo”, palavra que , dizia o texto, vem do grego e significa "ter um deus dentro de si" e que só as pessoas entusiasmadas eram capazes de vencer os desafios do cotidiano, criar uma realidade ou modificá-la.. Continuava o texto dizendo “não é o sucesso que traz o entusiasmo, é o entusiasmo que traz o sucesso”

Lendo e relendo o texto recebido e na ótica do meu otimismo concordei que o entusiasmo é o parceiro ideal do otimista.

Otimismo significa esperar que uma coisa dê certo. Entusiasmo é acreditar que é possível fazer dar certo.

Em outras palavras, fazer o que se gosta e fazê-lo com prazer. Vi novamente destacado o que adotei com lema quando me tornei o que sou hoje. “QUEM QUER ACHA MEIOS E QUEM NÃO QUER ACHA DESCULPAS”, ou simplificando :



FAZER DAR CERTO.


RICARDO garopaba BLAUTH

terça-feira, 22 de setembro de 2009

BUSCA PERMANENTE II



ONTEM ESCREVI UM POEMA


COM O MESMO NOME DO DE HOJE




FAÇO AQUI UM COMPLEMENTO


POIS ESTOU SEMPRE COM FOME


DE VIVER




ENTÃO FUI VER


O QUE JÁ ESCREVI


HA MUITO TEMPO ATRÁZ




" FOME DE VIVER "


É UMA BUSCA PERMANENTE


NÃO IMPORTA A IDADE BIOLÓGICA




ricardo GAROPABA blauth





FOME DE VIVER

Chegar aonde chegamos é muito bom. Chegar aonde chegamos, ter os anos que temos é muito bom. Principalmente chegar aonde chegamos e ter fome de mais. Vontade de usufruir os momentos como são, momentos. A serem vividos, a serem usufruídos. A vida é como areia que corre numa ampulheta da qual só se pode ver a parte de baixo. Podemos ver quanto já gastamos, não sabemos quanto ainda temos para usufruir.

Estava, ou ainda está, em cartaz nos cinemas, um filme cujo titulo em português é “Antes de Partir”, mas seu titulo em inglês é ainda mais sugestivo “The Bucket List”. A lista de coisas que se gostaria de fazer antes de morrer. Os personagens do filme elaboram tal lista e o dinheiro de um deles proporciona que possam realizar os desejos lá escritos, “Antes de Partir”. Durante a jornada, em que vão riscando da lista as coisas que já realizaram, reencontram algo mais que haviam perdido. A vontade e a alegria de viver.

Na essência viver é isto. A alegria de viver. Adicionar vida aos dias e não dias à vida. Leia de novo: adicionar vida aos dias e não somente dias à vida. Viver sem saber quanto ainda temos de areia na ampulheta. Viver cada dia como se fosse o último. Encontrar prazer fazendo aquilo que se gosta. Não fazer isto é morrer lentamente, estar vivo sem estar não vivendo.

As vezes me pergunto porque comecei a escrever já quase septuagenário. Não sei a resposta. O que sei é que, colocar em palavras os meus pensamentos, aumenta minha fome de viver. É como se tivesse descoberto um brinquedo novo que a minha criança interior quer explorar. Escrevendo palavras, surgem outras e quando vejo escrevi um poema.

Acordar / concordar / em deixar sair / as palavras / há muito presas.
Acordar / deixar fluir / qual criança / fazendo castelos / com areia liquida.
Acordar / a luz da vela / que treme / ansiosa em meu interior.
Acordar / reunir letras / formar palavras / escrever poemas.
Acordar / viver com alegria / para quando chegar / a hora de partir / eu tenha menos bagagem.

Cada um tem a lista de coisas que gostaria de fazer antes de morrer. Escrita ou simplesmente mentalizada. O filme mostra que uma das coisas da Lista que aparentemente tinha ficado sem realizar, acontece finalmente de forma surpreendente. Não vou contar para não tirar o prazer de quem ainda não viu o filme. A cena que comento mostra que as coisas que mais queremos estão ao nosso lado. Nós é que não vemos. Nós é que muitas vezes impedimos que a alegria das coisas simples, encha nossa vida.

Artista, há muito tempo já faço arte com imagens, pintura, esculturas e agora, recentemente com palavras, escritas ou faladas. Você também pode adicionar vida aos seus dias. Basta deixar a criança que mora dentro de você se manifeste. Ouça o que ela tem a dizer. Quanto mais idade você tem, mais ela tem a contar. Aumente sua fome de viver. Os dias serão mais prazerosos. Alimente seus dias de mais vida, descobrindo o que gosta, descobrindo o prazer de viver.




RICARDO garopaba BLAUTH

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

BUSCA PERMANENTE



permanentemente buscando

paz e alegria de viver

e compartilhar

o que

já consegui


mas sigo em frente

determinado a mais

conseguir

o que

quando encontrar

saberei
RICARDO garopaba BLAUTH

domingo, 20 de setembro de 2009

RISO, EJACULAÇÃO REPENTINA DE ALEGRIA


RISO, EJACULAÇÃO REPENTINA DE ALEGRIA

Quando li esta frase dentro de um texto em que Rubem Alves a risada saiu tão espontânea que não pude deixar de concordar que a comparação está muito bem feita. Acontece o mesmo quando um bom contador de piadas sabe surpreender seus ouvintes com o final inesperado. A explosão de riso faz literalmente o corpo todo sentir a risada saindo gostosa, gratificante.

Rir é um dos melhores “remédios” contra maus humores, melancolia, quando não para aliviar estresses e depressões. O riso é mais natural no ser humano que todos seus contrários. Uma boa e grande risada, uma gargalhada então......!!! Nossa criança interior dança e revive quando isto acontece. Você sabe como a gente se sente bem a seguir.

Recordo isto sempre que recebo pela internet uma piada bem colocada ou ouço alguém, num momento oportuno contar bem contada algo que nos faça dar boas e gostosas risadas. Aproveito aqui para lembra que “recordar” é uma palavra que quer dizer de novo aquilo que coração guardou.


RICARDO garopaba BLAUTH

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

FICAR SÁBIO





FICAR SÁBIO

Roland Barthes, pensador e poeta ( 1915-1980), durante conferencia numa aula inaugural do College de France, pouco antes da sua morte, saudou a velhice como um tempo de recomeço. Ao terminar pronunciou um poema de três linhas que disse ser “o sentido de ficar sábio” :

nada de poder
um pouco de saber
e o máximo de sabor

SÃO FRANCISCO

SÃO FRANCISCO

Nasci numa família protestante onde não existem santos. Mas a figura de São Francisco é muito forte no imaginário popular e acredito que mesmos meninos como eu fui sabiam que se tratava dum homem que num determinado momento da sua vida passou a dedicá-la exclusivamente à Deus e que conversava com os pássaros.

Hoje septuagenário acredito que tenha sido ao contrário. Eram os pássaros que conversavam com ele. Foram os pássaros que lhe ensinaram a ouvir os silêncios, as forças e as belezas da natureza. Foram os pássaros que lhe mostraram como colocar em palavras sonoras, sabedorias fáceis de entender.

Certamente foi SÁBIO o homem que nos ensinou a orar assim :

“Senhor, daí-me CORAGEM para fazer o que é necessário, FORÇAS para aceitar o que não pode ser mudado e SABEDORIA para saber a diferença”

Acredito que o homem Francisco possuía a sabedoria dos que estão em paz consigo mesmo e em sua humildade não pregava sermões inúteis. Falava isto sim da Sabedoria da Natureza, aprendida com os pássaros e fazia isto com a voz que eles lhe ensinaram.

Eles lhe ensinaram que os pássaros também sofrem, pois não existe vida sem sofrimento em algum momento. Mas os animais, diferentes dos homens não sofrem por antecipação.

Saber sofrer é uma lição difícil de aprender. Se não sofrermos quando algo terrível nos golpeia algo está errado conosco, ensina Rubem Alves. Mas sofrer antes da hora é doença, pois se formos prisioneiros de ansiedades sofreremos por algo que só existe na nossa imaginação e nos pré-ocuparemos com algo que pode vir a não acontecer.

Por isso acredito que São Francisco, aquele que nos ensinou uma oração fabulosa, que não me canso de repetir a aprendeu com os pássaros, criaturas de Deus como nós.

RICARDO garopaba BLAUTH

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

SEPULTURAS


SEPULTURAS

Todos nós vamos morrer. Quando ninguém sabe o que é uma das maravilhas da natureza. Quem pensar a respeito verá que isto só faz valorizar momentos, que é o que temos de real enquanto estivermos respirando.

A vida é maravilhosa de ser vivida mas o destino final é certo. Para quem fica quando a morte chega cabe dar um destino ao corpo físico do que partiu. Criar cemitérios e sepulturas foi uma das soluções encontradas. Lá são colocadas de tempos em tempos flores por um parente cuidadoso.

Um dia alguém procurou encontrar uma solução mais permanente para o que queria. Por mais que cuidasse da sepultura as flores que semanalmente lá colocava estas murchavam e em pouco tempo davam um ar triste ao tumulo.

Criativo procurou algo permanente que estivesse em relação direta com a natureza e com o espírito alegre do que ali estava sepultado.

Fez bonitos e coloridos cata-ventos e lá os instalou.

Agora quem por lá passa não pode deixar de mostrar um sorriso vendo o vento, o sol, fazer os cata-ventos acenar e girar permanentemente sua alegria.



RICARDO garopaba BLAUTH

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

IMPUNIDADE




IMPUNIDADE

desde sempre acreditei
que o maior mal
que se pode fazer ao ser humano
é a certeza da impunidade

vida, morte, incertezas
são inerentes a todos
seres vivos
desde sempre

no meio ambiente,
na cadeia alimentar
a punidade existe
mas de forma lógica

no bicho homem
deveria ser assim também
ou melhor, era assim
antes do “homo sapiens”
vencia o mais forte
que retransmitia seus genes

hoje.........
existe justiça ?
o que é justiça ?

a certeza da impunidade
fez nascer um novo ser
que abomino
que é uma excrescência

um “humano” excremento
que não deveria existir
nunca !


RICARDO garopaba BLAUTH

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O PODER DE FALAR


Hoje temos o poder de falar e colocar nossos pensamentos e idéias em palavras e disponibilizá-las a quem as quiser ler. Esta conquista é recente e aparentemente permanente. Quando escrevo um texto atemporal estou realizando concretamente um sonho transformado em projeto desde Junho de 2007, graças as tecnologias hoje possíveis, graças à Informática.

Apesar de existirem mecanismos que nos permitem saber quem são os leitores destes textos, quando meus dedos procuram no teclado as letras que formam as palavras, não me preocupo com isto, tentando colocar ali minhas vivencias, experiências que pretendo compartilhar com quem as achar importantes, sejam quem for.

Fico feliz que este Poder de Falar esteja hoje amplamente disponível a todos, mesmo dando que isto dê espaços à banalidades. Acredito, otimista que sou que cada um saberá com o tempo e inteligência, separar o “joio do trigo”.

A liberdade de falar, escrever, se expressar, espero, impedirá que qualquer censura, por mais bem intencionada que seja, se instale. No livre arbítrio, o ser humano aprendendo através dos erros e acertos exerce um poder que, estando atento, será sempre valorizado.

O Poder de Falar proporciona ainda um efeito colateral fantástico. Coloca-nos próximos a pessoas que pensam como nós. Apesar de não ser este o objetivo principal de exercermos o Poder podemos passar a ter novos conhecidos, que com o passar do tempo acabam criando sintonias conosco e quem sabe se tornem AMIGOS na acepção da palavra.



RICARDO garopaba BLAUTH