obrigado por sua visita........ricardo

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terça-feira, 1 de setembro de 2015









 
TRENS NA MINHA INFANCIA

Tenho um grande amigo, também amante dos mares de Garopaba/Imbituba, que hoje escreveu sobre o trem na sua infância paulista.

Foi imediato o fato de que minha memória recuou dezenas de anos para recordar os trens que passavam a metros de minha casa em Novo Hamburgo-RS.

Quem andou de “Maria Fumaças” sabe o que estou falando.

Assim foi que, logo que assumi ser artista, as primeiras obras que pintei fossem TRENS.

O trem foi fundamental para que o Vale dos Sinos se tornassem o que são hoje.

Todas as cidades por onde passou cresceram e hoje são conhecidas nacional e internacionalmente.

Obrigado Eduardo Lunardelli por me lembrar o que está indelevelmente gravado no meu passado.

Amigos e amantes que somos dos mares de Santa Catarina fazem a nossa amizade ainda maior. Apesar disto nossas necessidades urbanas nos levam de tempos em tempos para São Paulo , você e para Porto Alegre onde agora resido.

 

ricardo garopaba blauth

sábado, 22 de agosto de 2015

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..EQUILIBRIO......limportante para quem quer manter SEMPRE um VIVER PRAZEROSO....

ricardo Garopaba blauth

segunda-feira, 17 de agosto de 2015





PRIMEIROS PASSOS –ESBOÇOS
14 agosto 2015 – segunda feira

Em qualquer caminhada nova os primeiros passos são os esboços do que queremos no final.

Acima os  de um triptico encomendado por cliente da Califórnia USA sobre a vida em Garopaba.

Hoje dou os primeiros passos para vencer o desafio aceito de pintar pedras e nelas contar a história de uma empresa vencedora do Vale dos Sinos onde nasci.

Passo dado agora é mãos na massa e seguir. Em frente, enfrentando os percalços das pedras do caminho.

Namastê...

ricardo garopaba blauth

quinta-feira, 6 de agosto de 2015



GAROPABA – CAMINHO PARA A VIGIA

decididi anos passsados sinalizar o caminho do Morro da Vigia com imagens do folclore e tradições açorianas que resistissem ao tempo

comprei dezenas de lajotas industriais 20 x 20 cm de cor clara,  para este fim

sobre elas desenhei e esmaltei com imagens  representativas  antes de queimá-las no forno a gás que tinha na Aldeia das Artes

prontas registrei o resultado antes de levá-las a Garopaba e as fixar  no caminho da Vigia, da Igrejinha até frente do ART3, nos postes de concreto da iluminação pública

hoje muitas ainda resistem nos locais colocados e algumas foram “retiradas” por “colecionadores”

realizar atos que me enchem de prazer são sempre meus objetivos

estou terminando um novo projeto que devo apresentar hoje a um cliente que me procurou

sempre em movimento faço momentos serem prazerosos


ricardo garopaba blauth

sexta-feira, 31 de julho de 2015



MENTE INQUIETA

   


            

espírito curioso / permanente procura / alternativas / atividades / conversas enriquecedoras / prazeres de viver / compartilhando vivencias

olhos abertos / tenta caçar imagens / fazer artes / no que vê e esboça / em rabiscos inquietos

algumas vezes cenas campeiras / da cultura gaúcha / outras da cidade que amo / no litoral catarinense / outras estudos da natureza

mas quando surgem / reais desafios / realizar encomendas / projetar idéias / contar histórias  / o artista sabe / que tem muito que buscar / da sua inquieta mente

vai então / procura e acha / pois sabe que tudo está / dentro de nós

ricardo garopaba



quinta-feira, 30 de julho de 2015

RECONHECER SINAIS

Sendo a vida feito de momentos, quem assim pensa sabe pela vivencia que ela é plena de "sinais".

O que é sinal ou não a experiência e atenção a tudo que acontece, o lugar que estes estão ou se manifestam, nos ensinará a interpretá-los corretamente.

Nada de misticismos, crendices ou fanatismos, mas pura e simplesmente algo que uma vez reconhecidos podem mostrar,  na minha opinião, se estamos "no caminho" certo.

Quando estamos dirigindo em direção a algum lugar ainda para nós desconhecido, certamente teremos a direção geral a seguir, mas os detalhes, ruas secundárias, por exemplo, nos será mostrado pelos sinais de transito orientadores de motoristas.

Assim acredito nos sinais que aprendi primeiro reconhecer e com o passar dos anos, neles confiar. Nada que me impeça de fazer o que desejo e quando o quero. Simplesmente sentir a sensação confortadora de algo como uma mão invisível aprovando ou não o que fazemos.

Mesmo depois de anos ainda sinto graça no que como surgem. Certamente quem for atento e curioso acabará por percebê-los.

O que fazer com a informação é particular usando-se o livre arbítrio que nos é concedido.



RICARDO garopaba BLAUTH

quarta-feira, 29 de julho de 2015


ORQUIDEAS

gurias-mulheres, musicistas e amigas que há anos se reuniram para tocar as musicas de Itamar Assumpção e nunca mais pararam e de tempos em tempos se reinventam e vão em frente.

são “as orquídeas”.

cada uma por si só excelente no seu fazer.

quando se reúnem para ensaios e shows a alegria rola solta como constato cada vez que tenho oportunidade de com elas estar.

minha Nina está no grupo desde seus começos e no palco se transforma.

já vai longe o 93 quando em Garopaba todas estavam com Itamar inaugurando nossas casas.

em frente gurias.


ricardo garopaba blauth

terça-feira, 28 de julho de 2015


LONGEVIDADES

Morreu  2 de abril de 2015,  Manoel de Oliveira cineasta português de 106 anos.

Notícias como esta, de pessoas alcançando altas idades antes de ter o seu prazo de validade extinto estão se repetindo cada vez com maior freqüência.

Se você tem em seu histórico familiar pessoas que alcançaram idades altas antes de partir é bem provável que você, dispondo hoje de um arsenal cada vez maior de ”armas” para salvaguardar a vida, venha a permanecer no planeta por muito tempo ainda.

Isto posto, pergunto:  o que fazer para valorizar a vida?  Ou melhor, você  já refletiu  a respeito ?

Alcançando idades centenárias, vegetar creio não ser o mais agradável dos projetos.
Quem sabe então sonhar e transformar nossos quereres em planos, projetos factíveis, utilizando sempre os prazeres de viver em primeiro lugar.

Adoro cinema e sou um ex-fotógrafo amador e Sebastião Salgado acredito ser um exemplo a seguir.

Talvez saber mais a respeito dele ajude você a enxergar possibilidades de dar guinadas na vida e viver melhor a partir de então.

Fique atento, descubra o que mais gosta, o que lhe dá mais prazer em realizar e projete seus agoras em cima disto. A velhice, quando chegar,  vai encontrá-lo melhor preparado.

Eu, septuagenário uso cores e imaginação para ocupar o tempo.

Cada um terá suas soluções. Basta querer encontrá-las.



ricardo garopaba blauth

sexta-feira, 29 de maio de 2015


 
 


“VISÕES DE GAROPABA” EM CASA NOVA 

Quando do desapego da Aldeia das Artes um grande painel acabou encontrado um novo lar.
Sua nova proprietária nos mostra como ficou em sua nova morada.
Não tenho autorização de revelar onde está, mas afirmo com muito orgulho que o desapego com que procurei novos lares para minhas obras foi algo que me sensibilizou e hoje estou feliz com a felicidade dos que compareceram e compraram obras nos quatro dias de inícios de junho de 2013.
Vida a vida que segue, sempre em frente.

ricardo garopaba blauth

 

 

quinta-feira, 28 de maio de 2015


 
CONVERSAR COMPARTILHAR 

ocupar tempo e espaço / conversando / compartilhando “tudos” para / crescer vivendo
conversar ouvindo / isto mais / pois ouvir nos ensina disciplina / respeito e compartilhamentos
conversar com quem amamos / ouvir o que precisamos / para amar ainda mais
natureza sábia / nos deu ferramentas / uma boca para conversar / dois ouvidos para ouvir
conversar compartilhar / brincando e confiando 

ricardo garopaba blauth

quarta-feira, 27 de maio de 2015


 

NUNCA É TARDE 

que adoro cinema quem me conheço já sabe.
assisto e reassisto filmes a exaustão e acredito que  aprendo fazendo o que gosto.
este filme passa e repassa na sky e assisto os trechos que estão no ar no momento em que ligo a tv pois conheço o filme todo,pois, não espero que acreditem, aprendo sempre algo novo ao fazer isso.
“curvas da vida” é uma história de amor pelo fazer.
amo a vida, pois ela está sempre a me ensinar “que nunca é tarde para novos recomeços” como está destacado os cartazes da época em que foi exibido nos cinemas.
ame.
dedique mais tempo em amar.
nunca é tarde, pois a vida tem muitas curvas. 

ricardo garopaba  blauth

terça-feira, 26 de maio de 2015

 
PRESENTE ESTAR 

presente é aqui e agora / estar completo no fazer / estando alegre neste prazer

presente é algo que recebemos / que usufruímos / que acredito maior / quando compartilhado

presente estar no que acreditamos / nos seres que amamos / e  sempre / onde sentimos ser amados

presente pressupõe passados / onde aprendemos o que somos / donde recebemos referencias

presente pressupõe futuros / que ao chegarem serão presentes / a viver 
 

ricardo garopaba blauth

 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

 
sejam benvindos
ao meu mundo sonhador
Garopaba no coração
e no nome carrego
 
obras faço
com imagens gravadas
bem fundo em minha mente
 
sejam benvindos
quem a paz
consigo trás
ou quem a quer vivenciar
 
ricardo Garopaba blauth

sexta-feira, 17 de abril de 2015

...depois do espetáculo de ontem no Teatro São Pedro fomos conversar com o Guri de Uruguaiana ( Jair Kobe ) sobre ser artista e lá pelas tantas, gesticulando muito e sério me disse......
"pois tchê Ricardo, fiz um teste vocacional e o resultado foi que sou perfeito para ser HERDEIRO...."
os que estavam assistindo nossa conversa fizeram tremer o teatro com as risadas........

 

 

ricardo Garopaba blauth

 

quinta-feira, 2 de abril de 2015






 
começou assim.......
terminado assado........rsrsrsrsrsrsrsr
 
 
brincadeiras a parte
sabem que adoro cores
e borboletas tem todas
colocar fantasias numa tela
é depois ter um pano iluminando
meu quarto..........

quarta-feira, 1 de abril de 2015


 
CELESTINO KILLING

Sou um privilegiado que conheceu o Celestino nos seus inícios profissionais, como pintor autônomo de letreiros. Sempre curioso e fascinado por cores o observava realizar com longos pinceis as letras e imagens em placas e paredes.
Cenógrafo, em muitos bailes dancei em salão decorado por suas artes.
Exigente e não encontrando nas tintas da época as cores vibrantes que almejava fazia suas próprias dando assim o pontapé inicial para o que é hoje uma realidade no mercado de tintas.
As posturas de Celestino em frente aos percalços da vida sempre me fascinaram. Me seduzia o sorriso que sempre o caracterizou e a maneira positiva com que vivia e amava.
Seu legado certamente é maior que a poderosa empresa que leva seu sobrenome.
Fica em paz amigão que foste de muitos. Por aqui certamente haverão milhares que como eu se identificaram com o teu viver.
Namastê.
ricardo garopaba blauth

segunda-feira, 30 de março de 2015










 
CASA DE BARRO 

Um sábado de mãos e pés no barro.
Um casal jovem, idealistas e sem recurso, trancaram seus curso universitários e foram viver o que hoje seis anos depois uma realidade que nos atraiu para um curso de construção de casas de barro.
Junto conosco, mais seis pessoas, viveram um dia maravilhoso em que descobrimos e realizamos uma parede de pau a pique.
No fim do dia pés, mãos e grandes sorrisos mostravam o resultavam do fazer.
Você pode saber mais no blog  www.espaconaturalmente.blogspot.com com muitas informações e fotos. 

ricardo garopaba blauth

sexta-feira, 20 de março de 2015


CURITIBA - HÉLIO LEITES.
Uma deliciosa criança grande, este contador de histórias é super conhecido em Curitiba onde mora e por todos os eternos curiosos que param para ouvi-las. É difícil esquecê-lo depois disto. Helio Leites é o seu nome, mas prefere ser conhecido pelo que é realmente, “um contador de histórias”. Ele próprio já é um história, pois desistiu de ser bancário e foi viver sua vida fazendo o que gosta. Artesanalmente cria pequenas e maravilhosas obras de arte com o que encontra.  Com caixas de fósforos vazias e muita imaginação e habilidades faz cenários miniaturas para as histórias que conta. O objeto pequeno que cai em suas mãos se transforma rapidamente cada um com sua história. Como qualquer coisa que passe por suas mãos o material que disponibiliza para os que têm a sorte de conhecê-lo, Hélio faz com que o tempo que passamos ouvindo-o passe sem que se perceba. Fala baixo e com a convicção de uma criança que acredita no que diz. Certa vez contou-me que gosta de falar com pessoas que aguardam em filas seja do que for e se dirige a elas com suas histórias. Diz se também um “desanimador de filas”. Helio Leites, grave este nome, Talvez um dia você tenha a felicidade de viver alguns momentos mágicos ouvindo e vendo este personagem fantástico. 

ricardo garopaba blauth

quinta-feira, 19 de março de 2015


O TEMPO 

tempo passa / independente de vontades / tem suas próprias / andando sempre / em velocidade constante / pra nós somente / parecendo / hora lentas / ora por demais rápidas
velocidade do tempo passando / do que estamos vivendo depende / sendo ele o mesmo / a tudo e todos / seja real, surreal ou sonhos
com ele / com tempo aprendemos / o que a nós é destinado / e que em cada momento vivemos / cabendo entender ou sofrer
tempo agora mesmo / por aqui passou / guiou dedos sobre teclas / para deixar a outros / momentos que virão / ler o que no passado vivemos
tempo responde / com mais tempo / que de sobra tem / o que se /quisermos / podemos aprender / e em paz / viver
tempo agora é / o que a cada um cabe
aqui e agora / é o tempo real 

ricardo garopaba blauth

quarta-feira, 18 de março de 2015


DO BAÚ........ 

Aparentemente invisível ela é vista onde se olhar bem. Um que de tristeza não explicável, parece residir dentro de cada um de nós, seres humanos. Por quê? Diga-me você. Tudo está como planejado. Os dias se repetem sem abalos maiores, as finanças sob controle, porém aquele que de tristeza permanece. Quem, em algum momento não sentiu algo diferente, inexplicável. Um que de tristeza. Depois nalgum momento, como veio desaparece. Leio muito. Autores otimistas como eu, que confessam terem sua formulas para momentos com estes  que são inevitáveis. Ceramistas amassam o barro e trabalham no torno erigindo suas peças. A mão deslizando na argila expulsando a sensação de tristeza. Lembra esta cena em GHOST o filme que revelou Demi Moore e Patrick Swayse? Outros têm pequenos procedimentos que os leva de retorno ao dianormal”.

O titulo desta coluna é de um livro que li na adolescência e do qual tenho vaga lembrança. Gostaria de rele-lo se fosse possível e ver como o autor da ficção conduziu a trama. Era sobre um comerciante classe média, bem casado, filhos saudáveis e que de tempos em tempos se confrontava com seusfantasmas interiores e inexplicáveis”.

Quantos de nós temos sensações idênticas. Consigo dominar e conduzir as minhas conversando sobre minhas experiências de ex-empresário, sobre meus sonhos de “fazer arte”, deixando minha criança interior correr solta conduzindo os dedos no teclado.

Outro dia li algo que me fascinou. Dos brinquedos infantis um dos mais simples é o balanço.  Basta um galho forte e reto, cordas resistentes uma taboa sólida e disposição para alcançar as nuvens com os pés. Não tem tristeza que resista. Porque não fazem balanços para adultos? Justo agora estou pensando em construir um junto ao meu atelier. Ridículo?  Lembro então a frase de Luis Fernando Veríssimo que me libertou definitivamente, embora na ocasião não soubesse o tamanho da liberdade que alcançada. Foi em 1988 quando Veríssimo tinha uma coluna na Veja e falando sobre Liberdades no último parágrafo escreveu: “Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, completamente livre, é a que não tem medo do ridículo  E que estou citando escritores ai vai mais uma prachutar” o talQue de Tristeza”.  Felicidade é tirar o máximo proveito do que se tem e Riqueza é tirar o máximo proveito do que se conseguiu.Quem escreveu? Rosamunde Pilcher em “Catadores de Conchas”.  Quem, em algum momento não sentiu algo diferente, inexplicável. Um que de tristeza. Nalgum momento, como veio desaparece. A minha acaba de se escapulir neste instante em que converso com você.

quinta-feira, 12 de março de 2015


É UM SER HUMANO VELHO....

E QUE GOSTA DE SEXO
 

Velho e continua gostando de sexo. Assume sem falsos pudores suas características. Ter idade avançada está longe de ser um problema. Hoje, já na metade da segunda década do século vinte e um, é normal que, além de manter vivo o desejo de atividade sexual existe a possibilidade de concretizá-lo. 

Poucos anos atrás o individuo que atingisse essa idade tinha poucas ou nenhuma chance de fazer isto. Quando sexo é o assunto, naturalmente os velhos, na cabeça de muitos (quase disse a maioria) já estão excluídos. 

Educados assim, acaba acontecendo o inevitável. Por costume e falta de uso, toda “engrenagem” que compõe o ato sexual acaba se extinguindo. O que é lastimável,  pois o prazer do toque, das carícias intimas, sem falsos pudores entre os parceiros e por fim o ato em si, ajudam para o totalidade do ser. Fato comprovado cientificamente. 

O ser humano é preparado para o prazer. Negar isto é negar o divino ato da criação. Se além do ato sexual, normal entre dois seres, existir a relação sexual, mais ampla e completa, aleluia! 

O ato sexual em si já é belo entre parceiros que se respeitam. 

A relação sexual é a completa beleza do sexo. Esta só poderá acontecer entre casais que se relacionam em tudo. Sem homofobias. 

Incrível que um texto como este seria inimaginável nos meus tempos de jovem adulto. Hoje no mundo em que vivemos o respeito às opiniões são realmente garantidas. 

Ninguém precisa concordar com nada. Somente aceitar e agir com ser humano normal e respeitável já será um passo e tanto. 

Nós adultos, mesmo velhos precisamos sempre que pudermos, falar da beleza de uma relação e ato sexual. Sem falsos pudores. O reflexo benéfico que isto causará a todos nós será medido em tempos futuros. 

 

RICARDO garopaba BLAUTH

quarta-feira, 11 de março de 2015



VELHO E SONHADOR 

Conversando comigo outro dia estava novamente o sonhador. Entre um chimarrão e outro os silêncios de que já nos acostumamos, falavam por nós. É fantástico perceber a empatia e simbiose entre dois seres amigos há muito, que se conhecendo bem conseguem com poucas  ou nenhuma palavra se comunicar tão bem. Quando jovem biologicamente, via velhos como sou agora, sentados ao lado de outros aparentemente silenciosos. Constato hoje que se sentiam  bem simplesmente juntos e que palavras não são mais imprescindíveis para se comunicarem. A simples presença um do outro já torna o momento especial. Algo aparentemente inexplicável acontece. Acredite ou não é fantástico. Imersos em seus devaneios conseguem dialogar, concordar ou não com o que está sendo “dito” e dar a sua opinião a respeito. Magia pura que aparentemente se adquire com a idade e que funciona se os envolvidos tem verdadeira amizade em comum.  Conversas em que a voz aparece existem sim e complementam  coisas que nos outros encontros não mais precisará ser dita. Já faz parte desta amizade. Velhos sonhadores, os dois. Um talvez mais do que o outro.  Quem sabe.  Não sentem a necessidade de mensurar seus sonhos. Tem tempo para, dentro do seu ritmo individual,  realizá-los concretamente. Meditam quem sabe e juntos se encontram em outro nível, aprendido espontaneamente com o passar dos anos. Hoje vejo com alegria que jovens adolescentes no caminho da idade adulta já valorizam coisas diferentes do que a sociedade de consumo tenta fazer consumir. Se bastam no menos que é mais. Atentos e inconformados com rumos sociais que não concordam, reagem abraçando práticas milenares que completam o individuo. Calmos e tranqüilos como não fomos quando com a mesma idade. Talvez por estarem mais abertos às informações disponíveis e querendo pra si o que consideram autentico. Nós velhos sonhadores ficamos felizes com isto, pois vemos em nossos próprios meios familiares, tal acontecendo. Aceitamos hoje com idade avançada a existência  hoje,  de meios mais rápidos para  se obter sabedoria, se nossos interiores souberem ouvir. Velhos sonhadores somos todos, se o quisermos.  Sonhando acordados e conversando em silêncios.
ricardo garopaba blauth

terça-feira, 10 de março de 2015


DUAS MÃES
poucos tem este privilégio / ter duas mães / uma delas biológica / e que já há muito partiu / outra de amor / que me acolheu criança / e ainda hoje comigo / neste planeta vivendo
morando em Campinas-SP / longe em distancia moramos / mas amor que nos une / de tempos em tempos / amor é saciado
agora foi em Curitiba / no casamento de um neto teu  / meu primo / com muito amor / te abracei / felicidade impossível / pelo Skype / onde sempre / nos vemos
viva as Mães / que sempre amor nos deram / independente de idades 

ricardo garopaba blauth

segunda-feira, 9 de março de 2015


AINDA SOBRE CURITIBA #1

Efigênia Rolim é hoje um dos patrimônios vivos do folclore de Curitiba-PR.
Rainha das roupas que veste e objetos que cria com papéis de bala descartados, é uma filósofa da vida, apesar de muitos a julgarem louca, como sempre serão os que desafiam o “normal”.
Já tive oportunidade em visitar sua residência-atelier-museu e ouvir suas tiradas cheias daquilo que a maioria não quer ouvir.
“não pra onde vou / não sei de onde vim / mas se Deus me convidou / vou ficar até o fim”
Ficar até o fim. Quantos de nós tem a coragem de isto falar e mais, assim viver?
Agora visitando um museu Oscar Niemeyer em Curitiba tive a alegria de ver um livro sobre esta fantástica mulher, EFINÊGIA ROLIM.
Ponha este nome no Google e extasie-se com sua criatividade reconhecida por todos aqueles que tem o mínimo senso de humor e de bem viver, que otimista que sou,  vejo serem muitos.
Viva a vida que permite que seres normais “não tenham medo do ridículo e extravasem seus conhecimentos, idéias e criatividades.

aleluia........ 

ricardo garopaba blauth