Sábado, 18 de Julho de 2009

HAI KAI # 05



vida feita de momentos
que não se repetem
jamais

Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

AMIZADE É UM AMOR QUE NUNCA MORRE



A frase do titulo é de Mario Quintana. Velho poeta que nunca deixou morrer a criança que carregava no seu interior. Via a vida com os olhos sensíveis como são todos aqueles que vêem as coisas de uma maneira que as pessoais “normais” não percebem ou não querem ver.

Amar é uma capacidade que o ser humano dispõe e que podemos ou não exercitar e aumentar. Nossa capacidade de amar é limitada à vontade de cada ser. A amizade é um bem precioso que deve ser cuidada e preservada. Juntar amizade sincera ao nosso poder de amar fará que a frase de Quintana se mostre verdadeira.

Aquele que não consegue modificar a sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive , sem ter consciência de que é dono do seu destino se torna um Deficiente , segundo o mesmo Quintana. Junte a isso outra definição de poeta, que dizia que Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.

Se agora ler novamente a frase do Quintana que deu titulo a este texto verá que um dos bens mais preciosos que podemos ter, é a amizade verdadeira. Esta nunca morrerá e lhe dará tudo que precisar sempre que precisar.

Tenho um texto "AMIGOS VERDADEIROS" que fala sobre o que julgo todos sabem ou deveriam saber. Os AMIGOS, assim mesmo , com todas as letras maiúsculas, são raros. É destes que Quintana fala quando diz que “a amizade é um amor que nunca morre”.

Tendo AMIGOS, saber que somos donos do nosso destino e soubermos ser felizes com o que temos, estaremos prontos para VIVER A VIDA e não somente existir.

Caminhe , ande, viva e pense, porque dá pra pensar andando, aprendendo com nossos erros, apoiados por AMIGOS VERDADEIROS , vivendo segundo o que nós e não outros acreditam. Sabendo sempre que somos o que temos e nossa felicidade não depende de nada mais.


RICARDO garopaba BLAUTH
SE QUIZER LER O TEXTO MENCIONADO ACIMA CLIQUE AQUI

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Última Tertúlia - TEMA LIVRE



TEMA LIVRE

A primeira Tertúlia Virtual, surgiu em julho de 2008. Participo desde a primeira fazendo Crônicas dentro dos temas sugeridos.

Comecei escrevendo sobre O MELHOR LUGAR DO MUNDO e acabei pulando dentro d’ ÁGUA qual moleque que ainda mora dentro de mim e fui nadar com peixinhos no regato da minha infância.

Mais adiante, para ser bem preciso foi em setembro, ouvi alguém desafiar: “Alo pessoal o assunto é : "SOLIDARIEDADE” e na hora o mesmo moleque soprou no meu ouvido
Sol-Ar-Idade. Como o guri é muito esperto acabei escrevendo sobre o que sugeriu.
Segui seus conselhos pois sempre gostei de VOAR principalmente de forma imaginaria
e foi assim que escrevi sobre os MEUS ÍDOLOS.

O TEMPO é implacável e a cada dia quinze já tinha texto e desenho pronto dentro do novo tema sugerido. Gosto de desafios vibrava já aguardando o novo tema.

O DESEJO de participar, colocar minhas idéias e vivencias em textos se tornaram um PRAZER desde que descobri em Junho de 2007 que podia continuar a falar também com letras que juntas formavam palavras digitadas no computador.

Hoje, além do blog, escrevo uma coluna quinzenal para o Jornal da Praia, impresso aqui em Garopaba e semanalmente para o GaropabaOnLine, um site-jornalistico.

ILHA DESERTA, tema que surgiu em maio passado me pareceu uma idéia absurda até ouvir minha criança interior dando gargalhadas e debochando de mim. Por que só vão saber quem for ler o que o moleque que ria sugeriu que eu escrevesse........rsrsrsrsrsrsrs

No mês que passou prazerosamente escrevi sobre QUE LUGAR TE FAZ SENTIR EM CASA?

Agora encerrando a Tertúlia que completa um ano de idade o assunto é TEMA LIVRE.
Que tal eu deixar o moleque, a minha criança interior tomar conta do recado?
Começo a vibrar só em pensar tudo que pode surgir daí. Liberdade total.
Poder postar o que quiser, vai ser um vale tudo, sem medos.
Lembro então de algo escrito nas paredes do meu atelier e que tem me servido de lema
para chegar até este momento de septuagenário com vinte e três anos.
Lá está em letras que escrevi com pincel e tinta preta.............................
................pensando bem isto é uma história que já esta escrita
AQUI.

RICARDO garopaba BLAUTH

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

HAI KAI # 04





quem vem e é amigo
ensina caminhos
livres

Sábado, 11 de Julho de 2009

DIPLOMA NÃO TRANSFORMA BURRO EM ADVOGADO


Jayme Caetano Braun, um dos maiores poetas repentistas das tradições gaúchas, já falecido, em uma das suas “payadas” a que deu o titulo de “Sem Diploma”, cita lá pelas tantas, a frase do titulo desta crônica. Fala na beleza de poder estudar, e de sua importância para depois poder colar grau. Contando em versos a historia de sua humilde família diz........
“há mim não sobrou dinheiro pra cursar a faculdade mas tive a felicidade de guardar a identidade............pois duvido que um diploma torne um burro advogado........”
e segue sua “payada” terminando dizendo de seu orgulho de ser o que é. Alguém com identidade.

Acredito que Jaime usou a palavra advogado com uma metáfora e poderia ter escolhido qualquer outra atividade que se consegue através de um diploma. Mesmo na advocacia, onde tive como amigo uma fantástica pessoa, que mesmo depois de excelentemente aposentado como ex funcionário de uma estatal federal, se tornou um profundo conhecedor de leis especificas que regiam determinado assunto, sem ser advogado. Foi a mola mestre, a resolver um assunto muito polemico na área jurídica, numa associação que fundamos em Imbé no RS. Se tornou um mestre respeitado num assunto específico, mesmo sem diploma. Tínhamos em nossa associação um desembargador aposentado a quem Mantovani, este o seu nome, assessorava maravilhosamente bem e assim fomos vencedores em muitas pendengas jurídicas que finalmente preservaram a praia.

Diplomas são documentos muito importantes e é uma honra receber o seu depois de completados os estudos da escola que freqüentou. Entretanto o mundo e a historia, mesmo a contemporânea está repleta de pessoas que assim como a do Mantovani que se tornaram profundos conhecedores de conhecimentos sem possuírem o diploma legal.

Reservas de mercado para isto ou aquilo não são a melhor maneira de se ampliar a possibilidade de podermos ajudar a comunidade seja ela qual for. A capacidade de fazer, de ser um excelente profissional, mesmo aquele que aprendeu fazendo, será sempre o que qualquer empreendedor de sucesso quer como colaborador. Eficiência, com ou sem diploma. Quanto à remuneração, sempre haverá empresários que saberão valorizar corretamente excelentes profissionais. Com ou sem diploma.

Estou escrevendo por ter lido no blog do meu amigo Eduardo “Varal de Idéias” um texto seu sobre jornalismo que rendeu muitos comentários. Acredito que em cada atividade deva existir o que de melhor possa existir. De nada vale o diploma se o profissional em quem confiamos não souber como executar com perfeição sua atividade.

Encerrando, a arte de qualquer atividade é o gosto que temos por executá-la e o prazer de saber que o maior pagamento que receberemos é o elogio da volta dos nossos “clientes” em busca de mais.


RICARDO garopaba BLAUTH

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

SENSAÇÕES

o tempo inexorável passa
não espera por nossas ações
segue rumo ao desconhecido
deixando atrás ilusões

hoje isto
ontem foi aquilo
o que será amanhã
a travar ações

a vontade existe
planos se acumulam
esperando imóveis
ações

que acontece
que força trava
outra força que não para
quer sair e não pode

sensação estranha
a toda momento sentida
forças antagônicas
se digladiando

dedos acariciam
teclas do computador
de repente num lampejo
palavra surge

que diz ela
que segredo esconde
dedos esperam
poder dizer

estranho poder
que trava e empurra
aparentemente querendo
algo esconder

são sensações
administráveis no consciente
intoleráveis, cansativas
quando inconsciente

quando chegará o momento
que poderão ser domadas
administradas para vencer
projetos já aprovados

RICARDO garopaba BLAUTH

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

A SEMENTE QUE GERMINOU



A SEMENTE QUE GERMINOU


Sempre que pode mostra com orgulho um pequeno cartão de 1976 que o identifica com sócio do hoje extinto Cine Foto Clube de São Leopoldo - RS. Ali é apresentado como Fotógrafo Amador de uma elite de sonhadores. Batiam suas fotos, revelavam seus filmes e nos seus laboratórios de P&B ampliavam, manipulando seus negativos ampliando-os em copias 30 x40 com as quais participavam de concursos internacionais.

O tempo passou, deixou ser empresário e há vinte e três anos tornou-se artista plástico.
Iniciou com pintura tendo suas a fotografias como inspiração. Atualmente, usando todas as mídias e suportes para criar, vê com orgulho que as sementes de arte e criatividade que lançou germinaram. A fotografia que foi sua alavanca para o que hoje cria, está viva e crescendo numa das suas filhas.

Simone Karin Blauth, entre os amigos conhecida como “Bala”, há muito direcionou sua criatividade para a fotografia. Produtora, administradora, e companheira do fotografo profissional Ita Kirsch, seu marido, com ele já viajou o mundo. Simone “bala” Blauth, e Ita Kirsch já produziram muitos áudios visuais e assinam juntos dois livros de fotos.

Agora Simone se lança como fotógrafa seguindo os passos do orgulhoso pai que vê a arte se consolidando na família. As possibilidades artísticas da fotografia estão praticamente na casa do infinito para quem souber tirar proveito das ferramentas tecnológicas hoje a disposição.

O que se criava manualmente e com tempo, a Simone consegue criativamente usando o cérebro, para extrair das possibilidades tecnológicas, resultados que fazem pensar.

Que novas sementes germinem no mundo das artes, como esta que caiu perto da arvore que a gerou. O mundo das artes, da criatividade, cores, beleza e imaginação agradecem.



RICARDO garopaba BLAUTH

RENASCER

cada dia um novo momento
de receber e dar
energias que sem saber renovamos
ao entregar a quem precisa

renascer é energia
que volta para dentro de nós
maior do que de nós partiu
seja segunda ou sexta feira

cada dia um novo momento
maior que o anterior
o que partiu foi por amor
que doamos a alguém

renascemos de novo
energizados pela alegria
de dar o que em nós é natural
a alegria de viver

RICARDO garopaba BLAUTH

Sábado, 4 de Julho de 2009

NA NATUREZA SELVAGEM



O nome original do filme baseado nos relatos verdadeiros de um jovem de 24 anos que foi procurar a si mesmo no norte do Alasca é “INTO THE WILD” e vale a pena ser visto.

A história ali é contada a partir de documentos originais manuscritos pelo pessoa real sobre o qual o filme foi feito é no mínimo perturbadora. É de fazer pensar e repensar a nossa vida como pais, filhos, amigos, conhecidos. O filme certamente estará disponível na sua locadora de DVD preferida. Assista e reflita.

Acabei de assisti-lo novamente ontem e foi tão perturbador, revelador, belo, quanto como o vi pela primeira vez.

Baseado nos manuscritos que Christopher McCandless escreveu enquanto vivia sua procura, foi transformado em livro e sobre este o roteiro do filme que tem a direção de Sean Penn.

A imagem com que sempre ilustro meus textos mostra uma das cenas finais do filme. Sean Penn soube dirigir a história de forma que considero brilhante. Digo isso mesmo sabendo que muitos não irão concordar comigo.

A história de Christopher é em principio igual a tantas no mundo. A solução que encontrou na procura de si próprio é contestada a todo o momento por todos com que ele se depara no seu caminho obstinado em direção ao Alasca, em direção à natureza pura. Nada disto porém o afasta do que procura.

O final pode ser pressuposto desde o início, mesmo para quem nada sabe do fato.
O roteiro é muito bom, segundo o meu juízo e mais a direção de Sean Penn faz valer o tempo que você investirá assistindo a história.

Da história destaco duas frases ditas praticamente ao final .

“.....a felicidade só é completa quando compartilhada”

“ ....... se tudo terminasse bem com eles me abraçando na minha volta será que estariam vendo o que estou vendo agora? “

Se assistir, espero que reflita e converse a respeito. Com seus filhos, esposa, amigos.


RICARDO garopaba BLAUTH

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

HAI KAI # 03


blogs é maneira
de colocar no ar
pensamentos

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

BORBOLETAS DE BARRO

da barro viemos e a ele voltaremos
fornecendo energia novamente
a todos que dela necessitam

mãos na massa trabalham
amoldam, amaciam barro
alisado, estendido permite expressar
sobre ele outras formas da natureza

borboletas monocromáticas sugeridas
cores na imaginação aparecem
voando procurando levar
energias da natureza a quem delas precisar

aqui imóveis aguardam
cada um libertar seu próprio eu
então voar, alcançar nuvens
em balanços imaginários

somos todos um mundo inteiro
interagindo, dando e recebendo
sorrisos, palavras, apoio, carinho
para que amor nunca morra

longe, perto, apenas palavras
obstáculos que a imaginação vence
usando o que dentro de nós existe
energias a explorar

AMIGOS sabem
energias ver alem do olhar
distribuindo estas
que redobradas voltam



RICARDO garopaba BLAUTH

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

GRITANDO PARA SOBREVIVER


Morando em Garopaba, Therezinha e eu temos o privilégio de estar em contato constante com a natureza. O mar nos rodeia no Morro da Vigia, pássaros são atraídos pelo alimento que diariamente lhes oferecemos. Lagartos fazem suas tocas junto as pedras do terreno, corujas piam a noite juntando seus pios ao marulho do mar da Praia da Preguiça logo abaixo da casa-ateliers. Além da companhia do Tobi nosso pastor alemão - collie.

No verão todos estão aqui. Durante o ano, sempre que podem nossos filhos vem aqui curtir uns dias. Numa destas visitas, ouvimos pios desesperados que descobrimos logo era de um pequeno filhote caído de um ninho que não conseguimos localizar.

Meu genro Ita Kirsh fotografo profissional e sua companheira, minha filha Simone “Bala”, foram rápido buscar seus equipamentos e registraram esta cena que acabo de receber via email. No próprio email minha filha sem querer sugeriu o nome desta crônica.
“....foto tirada aí na tua casa , lembra ?
gritando para sobreviver!!!
Bjs Bala Foto ita kirsch

Improvisamos logo uma pequena cesta forrada de musgos e a colocamos o mais próximo possível de local provável do ninho na esperança que a mãe voltasse para alimentar o pequeno ser. Dia seguinte o local estava vazio. O que aconteceu? Diga-me você. De alguma maneira a natureza agiu. De que forma ? Nunca saberemos.

Para nós a mensagem da foto ! Filhos dependem dos pais até que saibam “voar sozinhos” e com segurança. Este talvez quisesse voar cedo demais.


RICARDO garopaba BLAUTH

Terça-feira, 30 de Junho de 2009


VIVER É A COISA MAIS RARA DO MUNDO
A MAIORIA DAS PESSOAS APENAS EXISTE.

VIVER É A COISA MAIS RARA DO MUNDO......

...........A MAIORIA DAS PESSOAS APENAS EXISTE.


Esta é uma grande verdade que foi dita por Oscar Wilde e continua nos dias de hoje mais atual do que nunca. É algo para se pensar e agir a respeito. Nós pais, avós, jovens, alunos, empresários de todas as áreas, empregados e empregadores, mas principalmente professores, estamos vivendo ou apenas existindo?

Já tinha um texto pronto para esta edição quando falando com o novo editor do jornal, comentamos os graves problemas que jovens aqui de Garopaba estão enfrentando hoje, com futuros aparentemente incertos e se “refugiando” em soluções que vão levar, na melhor das hipóteses, a lugar algum.

Quem lê os meus textos sabem que sou um otimista incorrigível. Prefiro apontar a luz para alternativas à falar o que exaustivamente já foi dito e repetido. Prefiro propor assuntos a serem pensados como soluções viáveis.

Cada um de nós tem alguém a quem admira alguém a quem encara como uma pessoa bem sucedida no que faz que a nosso juízo “venceu na vida” e que admiramos. Todos nós temos, vamos dizer assim nossos “heróis”. Pessoas que acreditamos estão em situação em que gostaríamos de estar quando tal idade alcançar-mos.

Dentro da nossa própria cidade temos pessoas que certamente são modelos de “sucesso” aos olhos de jovens e de seus pais. Cada um pode pensar a respeito e ver que admira nesta ou naquela pessoa por algum motivo. Não vou citar exemplos para não conduzir pensamentos.
Em cima desta idéia, proponho á comunidade, à pais e alunos, aos nossos professores, aos nossos dirigentes e principalmente às cabeças pensantes de Garopaba o seguinte :

Ouvir aqueles que querem viver e não apenas existir.
Convidar pessoas que acreditamos ter algo a dizer para nós.
Fazer perguntas inteligentes as pessoas convidadas.
Procurar saber, entender, como chegaram ao ponto em que admiramos que estão.
Não importa quantos irão a estas encontros, ouvintes e convidados.
Não importa quem vai ser convidado primeiro.
Importa isto sim que cada um que tem dúvidas a respeito do seu futuro participe.
Existem soluções.
Cada um pode e deve VIVER DIGNAMENTE e não apenas existir.


Encerrando a proposta e para mostrar que realmente acredito na idéia, aceito apresentá-la publicamente, quando e onde quiserem. Amo Garopaba há mais de quarenta anos. Moro aqui definitivamente e quero ver nossos jovens terem tanto orgulho desta cidade como eu tenho.



RICARDO garopaba BLAUTH

HAI KAI # 02


amigos poucos
porque em nosso interior
só cabem verdadeiros

Sábado, 27 de Junho de 2009

LISARB - SÓ DOI SE VOCE NÃO RIR

Há muitos anos atrás assisti a uma peça de teatro cômico que tinha o nome que coloquei como titulo a este texto. Não tenho absoluta certeza, mas acredito que foi baseada em algo que o Luis Fernando Veríssimo escreveu.

Lembrei disto logo que recebi um email da amiga Lilli Vicari, ceramista e produtora do vinho de autor, Domínio Vicari, com um anexo mostrando tudo que está acontecendo no Senado, principalmente fatos envolvendo um patético ex presidente do nosso país. O anexo mostra uma quantidade incrível de imoralidades, para dizer o mínimo e termina com uma frase “seria cômico se não fosse tão triste”.

Foi esta frase que me levou ao passado, quando vi a peça teatral mencionada no início.

A peça teatral Lisarb, que é a palavra Brasil escrita de trás pra frente, mostra de forma cômica tudo que estava acontecendo no pais desde o seu “descobrimento”. O subtítulo, “só dói se você não rir “ é de fazer pensar. Tudo pode ser olhado de uma forma cômica e são muitos e famosos no mundo do humor, os que brincam com a realidade fazendo-a risível. Entretanto quando vista por outro ângulo, se você refletir sobre o que esta sendo dito, mostrado, fotografado, revelado, então dói. Por isto que na maioria das vezes rimos. Para não ter que chorar. Para não pensar. Para não doer.

Eu também ria das piadas é verdade. mas ultimamente parei pra pensar, ou melhor continuei a caminhar porque “dá pra pensar andando” e cheguei a conclusão que estamos rindo de nós mesmos.

Pense você também e ande, vamos fazer alguma coisa. CHEGA.

ESTÁ DOENDO DE MAIS.

RICARDO garopaba BLAUTH

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

ALTERNATIVAS



Alternativas. Sempre existe uma que nos será mais favorável independente da gravidade do assunto. Sempre existirá a possibilidade de pensarmos em alternativas. Queremos pensar a respeito? Pensar é uma das faculdades que o “homo sapiens” possui. Por que não a utilizamos mais antes de agir impulsivamente?

Para cada dificuldade ou problema que se apresente em nossas vidas sempre haverá possibilidades de optarmos por alternativas, opções nas quais precisamos analisar antes de agir. É de nossa livre escolha optar pela possibilidade que nos seja mais favorável.

O sucesso de um empreendimento ou um projeto alcançar seu objetivo é termos pensados em mais de uma maneira que daremos preferência para agir. Devemos ter sempre um “plano B”
pensado para não entrar em pânico ou por a perder algo que desejamos dê certo.

Isto vale para tudo na nossa vida, seja nos negócios, no trabalho ou em nossos relacionamentos.

Quantas discussões inúteis poderiam ser evitadas se cada um de nós soubesse exatamente o que quer, se conhecesse o melhor possível e não tivesse medo de errar. Mesmo com os nossos erros podemos aprender muito e estar melhor preparados em novas situações iguais, pois certamente durante nossa vida muitas situações se repetem. Tente evitar repetir o que a vida lhe mostrou não produzir os resultados que quer. Procure alternativas.

Como imagem para ilustrar este texto usei o celebre desenho de Leonardo da Vinci mostrando as proporções do corpo humano. Dentro do crânio de cada um de nós está o mais importante órgão do mesmo. É uma excelente máquina que bem usada melhora a cada dia que passa antes do nosso fim previsível, a morte. O próprio Leonardo é exemplo disto. Vivia do uso que fazia das suas excepcionais capacidades de pintor, desenhista, pesquisador, inventor e escritor. Tinha ele próprio sempre um plano B pronto para ser usado quando lhe faltavam recursos para seu trabalho. Estude a sua vida e verá porque preferindo pintar e desenhar, fazia também projetos de artefatos de guerra que eram usados, sabia ele, para matar pessoas. Também ali tinha sempre um plano B. Muitos destes projetos propositadamente não funcionavam corretamente. Era a alternativa que Leonardo tinha para poupar o máximo de vidas.

Alternativas, tenha sempre uma em mente ao agir. Sua possibilidade de chegar ao resultado aumentará. Se errar ao agir novamente terá já pronto a alternativa seguinte. Se finalmente chegar a conclusão que não existem mais alternativas para determinada situação, é hora do plano B, parta para outra.


RICARDO garopaba BLAUTH

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

CURVAS PERIGOSAS

CURVAS PERIGOSAS

A crônica “Regras” postada ontem logo ai abaixo, gerou um comentário muito inteligente lembrando o nosso querido poeta gaúcho Mario Quintana. Francisco autor do comentário escreveu textualmente :

“Ricardo.
É uma coisa tão simples seguir regras que facilitam e preservam nossas vidas, não é? O problema são os desregrados de plantão. Prejudicam à eles e aos outros. Regras e bom senso, andam juntos.
O Mário Quintana dizia que as placas que indicam "Curva Perigosa", não eram verdadeiras. Perigosos eram os motoristas que não respeitavam a curva. Ela sempre esteve ali."

Verdade, simplesmente verdade Francisco. Obrigado pela lembrança que repasso para meus leitores pensarem a respeito. Faço isto aqui noutra crônica por acreditar que só falar não adianta mais. Precisamos de alguma maneira agir.

São as coisas mais simples as que maior dificuldade encontram para serem implantadas. As pessoas fazem seus próprios julgamentos e decisões e esquecem que se todos pensarem como eles simplesmente o caos seria total.

Tudo está ali, dentro de nós para que ajamos corretamente. Respeitemos Regras.
As curvas mais perigosas são a continua queda dos comportamentos respeitadoras de regras legais. Mario Quintana com grande graça poética disse esta verdade, o perigo não está nas curvas, mas no que não a respeitam. Apesar das Regras. Pensemos nisto.


RICARDO garopaba BLAUTH

REGRAS


REGRAS

Você já pensou em um mundo sem regras, sem normas, sem modo apropriado de falar, de ouvir, de dialogar? Sem regulamentos para disputar um jogo, participar de uma competição, até mesmo conversar? Um mundo sem leis, sem princípios, sem educação, enfim sem Regras.

Esta palavra, regra, você encontra no dicionário, falando disto e mais. Quantos de nós já pensamos a respeito? Você já pensou? É fácil agir como se elas não existissem. Ou mesmo sabendo que existem e são necessárias, mas só se aplicam a outros. Só recorrer às regras se formos prejudicados diretamente, se alguém as infringir e nos causar danos ou prejuízos.

Certamente a maioria de nós só quer pensar a respeito de Regras em relação à outros, nunca à nós mesmos. Entretanto queiramos ou não a nossa vida é regida por regras. Algumas são criadas pela criatura humana, mas também pela Natureza, estas naturalmente impostas.

Um exemplo são alguns alimentos que só podem ser ingeridos depois de respeitados diversos procedimentos precisos e outros que são absolutamente venenosos e fatais. Um exemplo? Alguns cogumelos, tão deliciosos em determinadas pratos. Costumo dizer brincando, quando o assunto vem “à baila” (cruzes há quanto tempo não uso ou ouço este termo) que não é verdade. Que todos os tipos de cogumelos são comestíveis. Normalmente a surpresa aparece na feição de todos quando digo isto e trato logo de dizer que sim, todos são comestíveis, só que alguns apenas uma única vez.

Brincadeiras a parte, com as regras acontece à mesma coisa. Nalgum momento a infração às mesmas pode causar um mal que pode se tornar irreversível. Um acidente no transito, por exemplo. De que vale você ter razão - você estava no verde, à preferência era sua, a rua é de mão única, no local é proibido ultrapassar, não se pode dirigir alcoolizado, etc, - se depois de acontecido o “acidente?” (lembre-se você está com a razão) você está aleijado permanentemente ou pior, morto. O inverso é ainda mais verdadeiro. Você pode ter sido o causador deste “acidente?”.

Regras, e tudo mais descrito no início da crônica, são exatamente isto. Regras. Que todos conhecem e “não lembram” de utilizar ou seguir. Quer um exemplo concreto ? O desenho que ilustra estas palavras. É uma placa de transito colocada em quase cada esquina das cidades. Você sabe o que esta placa significa? A palavra nela escrita é clara. PARE. É uma regra simples e ninguém, inclusive eu, segue sempre esta regra. Pare. O sinal exige, obrigatoriamente, que o veiculo que você está dirigindo deve ser imobilizado. Parada total. É o que diz a regra, existam nas imediações outros veículos ou não. Parada total. A quantidade destas placas por onde se dirige é absurda, nisto estamos todos de acordo. Vulgariza a regra. O que fazer? Obedecer e tentar mudar as regras seguindo os caminhos legais. Neste caso apresentando uma solução simplíssima.

Existe outro tipo de placa, que não obriga a parada obrigatória onde não necessária. Este outro sinal de transito é um triangulo, branco e vermelho, sem texto, informando que a rua ou estrada a frente é preferencial para quem nela circula. Simples.

Tudo deveria ser assim, simples. Inclusive obedecer as REGRAS. Enquanto existirem e não forem alteradas, devemos todos exigir que Regras sejam obedecidas. Caso contrário viver será como uma participar de um jogo de basquete num campo de futebol com bolinha de tênis com juiz apitando pólo aquático e a torcida achando que está num autódromo. Interessante talvez. Mas totalmente inviável.

Pense nisto.

RICARDO garopaba BLAUTH

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

HAI KAI # 01



receber visitas

física ou virtualmente

sempre prazeroso

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

NATUREZA ARTISTA


NATUREZA ARTISTA


Como artista muitas vezes desenho e coloco cores em peixes, borboletas, pássaros imaginários. O efeito é interessante mas parece muitas vezes que exagero demasiadamente na imaginação. Apesar de saber que como artista temos a liberdade de criar como quisermos, a sensação é de que nada no mundo real poderia ser assim.

Acabo de receber um email com anexo de peixes e corais que superam em muito qualquer imaginação mais psicodélica. A natureza real é fantasticamente superior a qualquer coisa que um artista puder desenhar ou imaginar.

A mesma sensação sinto ao admirar a ação do vento nas dunas de areia, ao ver uma flor agreste num jardim natural, um ninho de joão de barro num postes de luz, uma planta tentando difundir suas sementes, a água formando meandros a procura de caminhos em direção ao mar.

A natureza é artista ao mostrar as cores do arco-íris, ao sugerir poemas com as formas das nuvens, ao formar melodias com o marulho do mar. com os pingos da chuva caindo lentamente.

A natureza é artista ao revelando luzes de estrelas que talvez já desapareceram a milhões de anos.

A natureza é artista ao permitir que possamos desenvolver nossa capacidade de nos deslumbrar com o que nos passa muitas vezes despercebidos.



RICARD garopaba BLAUTH

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

DIA 22 DE JUNHO DE 1979


DIA 22 de JUNHO de 1979


O tempo passa independente da nossa vontade. Hoje nesta época de rapidação, ele parece passar ainda mais depressa. Felizmente a tecnologia hoje nos compensa dando-nos acesso a mais informações, que bem administradas podem nos ajudar.Graças a ela a comunicação permite acesso imediato à quase qualquer tipo de informações. Contatos de escrita, voz e imagens estão acessíveis facilmente hoje as pessoas comuns.

Recebi a poucos dias a informação de algo importante que aconteceu em nossas vidas da qual já havia esquecido a data exata em que começou. Hoje, 22 de junho de 2009 faz exatamente trinta anos que chegou em nossa casa em Novo Hamburgo – RS, uma menina americana, através de um programa de intercambio chamado AFS – American Field Service.

Às nossas três filhas adolescentes juntou-se mais uma. Havíamos nos inscrito neste programa e recebemos a informação de que Cathy Getz da cidade de Columbus, estado de Ohio chegaria no dia 22. Organizamos tudo para hospedá-la como filha, condição do intercambio. Freqüentaria o mesmo colégio das suas “irmãs” brasileiras. No aeroporto em Porto Alegre a primeira emoção. Abraços, carinhos, que não esqueço até hoje.

Chegando a nossa rua faixa atravessando a rua, cartazes no portão e porta. No interior da casa saudavam em inglês e português a nova membra da família Blauth.

Terminado o período do intercâmbio voltou para os Estados Unidos e intensa correspondência nos. manteve ligados. Poucos anos mais tarde para nossa surpresa e alegria Cathy, por sua própria iniciativa voltou para nos visitar. ali se consolidou definitivamente uma amizade familiar e amorosa que se mantém até hoje.

Em 1983 a Therezinha e eu fomos visitá-la em Columbus. Conhecemos seus pais, irmã e amigos. Já estudava medicina querendo ser obstetra que hoje é. Viajamos muito, juntos de carro, consolidando definitivamente a nossa amizade com a Cathy que carinhosamente sempre nos chamou de pai e mãe e assinando suas cartas adicionando sempre Blauth ao final do seu nome.

O tempo passou. Hoje é mãe de Grace, William e Benjamin. É uma filha do coração, amiga com quem nos comunicamos através do Skype e Facebook. Foi Cathy que me informou da data que dá titulo a este texto.

Compartilho com meus leitores a alegria da decisão de, no passado termos decidido receber um ser humano desconhecido, escolhido por uma organização, o AFS - American Field Service que procura da melhor maneira possível achar compatibilidades entre hospedes e hospedeiros para este intercâmbio.

Nossa filha mais nova Nina também se beneficiou depois desta maravilhosa organização, morando nos Estados Unidos da mesma maneira que a Cathy aqui. Mas isto já é outra história que conto noutra ocasião.

Cathy Getz Harsha Blauth. Nossa “filha” americana, desde 22 junho de 1979.



RICARDO garopaba BLAUTH

Domingo, 21 de Junho de 2009

DESDE JUNHO DE 2007



A resposta que dá quando perguntado é desde sempre. Mesmo quando não escrevia sua imaginação estava funcionando. Mas não lhe ocorria colocar o que sentia em palavras. Sempre leu muito. Lia tudo que conseguia o que não era muito nos anos quarenta ou cinqüenta do seculo passado numa pequena cidade do interior a enormes quarenta e sete quilômetros da capital.

Acredita que começou a sonhar acordado quando o Tesouro da Juventude entrou na sua casa. Tudo mudou a partir dali. Sonhava e sem saber fazia projetos mentais, tomava decisões que viu se concretizarem mais tarde.

Tudo aconteceu cedo em sua vida. Quando viu já era um ex-empresário bem sucedido aos quarenta e dois anos. Aos quarenta e seis tomou a decisão que mudaria radicalmente seu modo de viver. Começou a pintar. Mais tarde a esculpir, depois cerâmica, arte aplicada e acabou construindo uma Aldeia das Artes.

Sempre inquieto, a procura de desafios, já morando na em Garopaba, praia que conheceu ha mais de quarenta anos atras, em junho de 2007 começou a escrever. Não para mais desde então.

Escreve para si mesmo.
Escreve suas vivencias, experiências.
Escreve em crônicas atemporais curtas assuntos que acredita poder compartilhar.

Esta foi escrita num domingo a noite. Será postada em seu blog. Local que acolhe seus escritos assim como o jornal da cidade onde agora mora.

Você sempre será bem vindo. Hoje e sempre.



RICARDO garopaba BLAUTH

Sábado, 20 de Junho de 2009

PRESENTE INESPERADO

Além do prazer da visita ha muito esperada, veio como recordação um presente, este sim inesperado.
Clara, irmã da Therezinha, mora em Bostom nos USA e é artista plástica. Veio nos visitar com seu filho Arno e rever também Garopaba.
Deixou-nos um dos seus trabalhos e após ouvir seus relatos das pesquisas que faz com objetos reais do seu passado de criança mais as fotos que ela própria tira e manipula, fiz o texto que vai postado abaixo.

RICARDO garopaba BLAUTH

INSÓLITAS MEMÓRIAS



insólitas memórias

cores surgem sugeridas
por memórias de algum canto
da memória afetiva

folhas sugeridas a frente
qual presente
do momento em que arte se cria

ao fundo
lembrando passados
rendas
com navetes construídas
frivolité assim chamadas

a alma sensível da artista
pega linhas da memória
costura poema fotográfico

recriando o passado
vivendo o presente
lembra momentos

corem que se fundem
esmaecidas
como se fundem na memória
insólitas memórias


RICARDO garopaba BLAUTH

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

REPÚBLICA VERDE



REPÚBLICA VERDE

Este é o nome de um novo blog.
Sua editora é Tata Pires, apaixonada pelo que faz e amante da NATUREZA.
Moradora de Garopaba, ex-editora do Jornal da Praia onde tenho coluna, inicia a realização de seus sonhos, agora transformados em projetos.

Vi surgir aqui no meu atelier, seu blog e estou acompanhando seus primeiros passos.
Todos sabem que começar a caminhar é um aprendizado lento em que só a prática e persistência conseguirão fazer você se movimentar naturalmente.

É assim com qualquer projeto, trabalho. Determinação e amor pelo fazer.

Ainda sem imagem para seu cabeçalho fui brincar no Corel e fiz e lhe enviei uma sugestão.
Recebi a pouco este email que me encheu de alegria e logo em seguida o segundo:

----- Original Message -----
From:
Ricardo Blauth
To:
'tata pires'
Sent: Thursday, June 18, 2009 10:35 AM
Subject: para TATA de RICARDO garopaba BLAUTH..............LOGOTIPO PROVISÓRIO PARA TEU BLOG

que lindo!!!!!!!!!
que privilegio um artista fazer meu logo!
valeu!!!!!!!
vou tentar colocá-lo, qualquer coisa peço socorro
bjs, tata



ricardo
consegui por no blog!
amei, ficou lindo!
valeu, bjos


O nome do blog é REPÚBLICA VERDE

Quem quiser conferir clique AQUI



RICARDO garopaba BLAUTH

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

TODOS OS SONS



SETE NOTAS – TODOS SONS

Sete notas apenas. Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si. Quem as estuda e sabe como desenhá-las numa pauta musical, conseguirá escrever música. Simples assim.

E a musica da natureza? O som do vento, o mar batendo na areia ou nas pedras?
A chuva caindo mansa ou em fortes aguaceiros. O canto dos pássaros, os sons da floresta, os grilos no nosso jardim, os sapos e rãs chamando companheiras.

Qualquer som é musica para quem sabe escutar. A música pode ser ouvida em silencio quando quietos e calmos parecemos flutuar. Nosso cérebro é um potente reservatório de sons. Aprender a potencializar sua capacidade depende de cada um de nós.

Qualquer dia, qualquer momento é favorável para se valorizar um dos nossos sentidos. A audição.
Viva a musica.
TODOS OS DIAS.


RICARDO garopaba BLAUTH

UM DIA DE CHUVA II


UM DIA DE CHUVA II

Estou na frente do computador, dedos no teclado prestes a transformar letras em palavras escrevendo o texto o que planejei. Há minutos atrás estava sentado ao ar livre em frente ao atelier. Estou observando os pássaros se alimentando no local que criei para eles. São agora dezenas deles que agora ali se alimentam. Levantei para escrever sobre isto. Natureza.

Começo a ouvir o som da chuva caindo. No mesmo instante me veio a memória um dia com clima igual mas em ocasião em que ainda não tinha blog e não publicava o que escrevia. Dia chuvoso igual aquele decidi transcrever aqui o que escrevi na ocasião:

“O bicho homem está sempre querendo algo diferente do que tem. Popularmente se diz que “ a grama do vizinho sempre está mais verde” Chove hoje. Chuva fina , persistente proporcionado uma sensação térmica de frio diferente da que marca o termômetro. Para quem adora o sol como eu não é um “ dia ideal”. Estou realizando hoje algo diferente do planejado. Como estou construindo em Garopaba meu novo atelier, gostaria de ver os operários que estão realizando a obra terminando o contrapiso. Uma parte essencial, mas “suja “ da obra. Mas trabalhar no ar livre hoje se tornou impossível. Mudança de rumo. Realizar hoje o que já foi decidido a mais tempo. demolir a lareira que nunca funcionou corretamente. Acordar mais cedo, esvaziar completamente a sala-cozinha . Como estou voltando a morar em Garopaba pequenas-grandes transformações precisam ser enfrentadas e realizadas. A nova sala-cozinha que teremos, sem a lareira compensará a poeira, barulho, transtorno que estou vivendo hoje. Um dia de chuva . Umidade total ao ar livre e poeira , muita poeira dentro de casa . Sexagenário que sou hoje , caminhando a passos largos para os 70, ser pragmático tem me ajudado muito a enfrentar momentos que não são totalmente agradáveis. Realisticamente estou gostando de poder transformar limões amargos em limonadas a serem recordadas. Daí esta crônica. Como será rele-las um dia ? Irei rele-las? Valem o tempo de as escrever? Hoje acredito que sim. Que estar ocupado em algo que nos dá prazer é saudável . Em todos os sentidos. Colocar meus pensamentos , idéias e projetos dentro do computador em “Crônicas” , como as estou chamando, acredito ser mais saudável que um diário que iniciei em determinado momento e não dei continuidade. Espero que novos dias de Sol ou Chuva , me forneçam material que compensem colocar em palavras para ser lidas e relidas.O barulho da demolição continua e a chuva também. Que minha determinação e o meu pragmatismo e otimismo continuem também. Não terminem no fim do dia como vai acontecer com a demolição e seus desagradáveis efeitos secundários. Mas que somente se acabem quando for a hora de ser chamado para o fim da vida.”

Obrigado pela companhia neste DIA DE CHUVA II.

RICARDO garopaba BLAUTH

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

QUE LUGAR TE FAZ TE SENTIR EM CASA ll




MINHAS MÃES

Cada vez que perguntam o nome da minha mãe respondo “ELITA BLAUTH”. Quem me faz a pergunta se mostra surpreso, pois nos documentos consta outro nome. Demoro um pouco para entender que querem saber o nome da minha mãe biológica que é Erica Henkel Blauth. Ela morreu quando eu tinha cerca de cerca de 9 anos. Pouco me lembro dela porque a partir do momento que comecei a registrar memórias ela estava quase sempre hospitalizada.
A única imagem que ficou gravada em minha memória é dela sorrindo, muito bonita, cabelos negros, lisos e curtos, sentada na cama com os braços estendidos em minha direção. A cena toda é congelada, sem movimento.

Felizmente o pai achou e casou novamente com quem eu chamo de mãe até hoje. Pai foi sábio pensando em mim e meu irmão mais novo, nos recebendo em casa na manhã seguinte a do casamento. Lembro do pai de pijama de seda e bonito chambre, abrindo a porta da frente da casa num dia bem cedo. Abaixou-se para nós e disse que agora tínhamos uma nova mãe. Lembro-me bem de estar correndo para a cozinha onde uma jovem mulher, linda com peignoir maravilhoso, qual fada nos recebeu sorrindo e de braços abertos. O abraço completou a magia da cena congelada. Voltei a ter mãe desde então. Aniversariou no dia onze de junho e mora em Campinas no mesmo e ótimo condomínio da minha irmã mais nova.

Todas as minhas boas lembranças de infância começaram ali naquele momento em que o abraço das minhas mães me completaram.

Obrigado mãe por todo amor que nunca nos negaste até hoje. Mais dois irmãos vieram se juntar a nossa família. Pai já partiu há muito, mas tu MÃE ELITA está ai para ser abraçada e me abraçar.

Sempre que penso nisso também me sinto bem, me sinto em casa.

RICARDO garopaba BLAUTH

Domingo, 14 de Junho de 2009

QUE LUGAR TE FAZ TE SENTIR EM CASA



"QUE LUGAR TE FAZ SENTIR EM CASA"?

Antes de tudo que tal pensar um pouco sobre o assunto:

1- o que é “estar em casa” ?
2- o que é “casa” para você ?
3- o que “se sentir bem” para você
4- o que “um lugar” para você ?
5- “o que é você ?”

A pergunta tem várias maneiras de ser respondida. Alias na proposta do tema os que bolaram a pergunta-tema já mencionaram isto.

Tudo na vida pode ser visto analisado, abordado, conversado e solucionado por vários ângulos. Esta é uma das maravilhas do ser humano que é dotado de cérebro com capacidade de aumentar ao infinito sua inteligência. Ver, ouvir, pensar, conversar, sob vários ângulos.

Primeiro ouvir a proposta ou problema proposto e só depois de estar ciente que entendeu o que se está propondo procurar a resposta correta.

Gosto de ilustrar minhas palavras com imagens. Pensei logo que encontraria algo dentro do tema Natureza. Com auxilio do computador retrabalhei uma imagem até deixá-la como está acima. É a metáfora do que sinto. Uma gota iridescente suspensa na ponta de uma frágil pétala.

Para mim estar em casa é estar num lugar onde sou bem vindo. onde sinto o prazer de ser recebido. Sinto-me em casa conversando com meus AMIGOS. Me sinto em casa estando num lugar onde sou chamado para compartilhar meus conhecimentos de profissional artista, ou para comentar meus textos. Usando um local concreto , sinto que estou em casa quando hospedado no Hotel Ritter em Palegre, com quem fiz parceria, onde todos que lá trabalham me tratam como eu a eles. Chamando-nos pelo nome.

Por fim estou realmente em casa quando ouço meus pensamentos em silêncio para depois colocar idéias em palavras ou para conversar com quem quer compartilhar, trocar idéias. Isto realmente me faz sentir em casa.

Sinto-me em casa quando em paz comigo mesmo.


RICARDO garopaba BLAUTH

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

PEDIDO DE TEXTO

PEDIRAM-ME UM TEXTO
SEM DAR NENHUM PARAMETRO
OU QUALQUER INDICAÇÃO

UM PERIGO FAZER ISTO
COM “SONHADOR” SEM LIMITES
QUE SEMPRE SE “BALANÇA” BEM ALTO
PARA ALCANÇAR NUVENS
NO BALANÇO IMAGINÁRIO

CRIANÇA INTERIOR MANDANDADO
O “VELHO” PRAZEROSAMENTE OBEDECENDO
NÃO SE SABE O QUE PODE ACONTECER

ESCREVER
JUNTAR LETRAS
FORMAR PALAVRAS
COLOCAR ALI EMOÇÕES
SONHOS
FANTASIAS
MOMENTOS
VIVENCIAS
EXPERIENCIAS

COMPARTILHAR
DIVIDIR
ESPALHAR
QUAL SEMENTES
À PROCURA DE TERRA FERTIL
PARA ALI MORRER
E RENASCER

LEMBRO AGORA PARA ENCERRAR
O LEMA QUE ADOTEI
QUANDO “ARTE COMECEI A FAZER”

“QUEM QUER ACHA MEIOS...
QUEM NÃO QUER ACHA DESCULPAS”




RICARDO garopaba BLAUTH

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

ÁGUA II




“ÁGUA II”


desafiado a
escrever sobre
ÁGUA
ADULTO racional
olha no DICIONÁRIO
procura inspiração
mas CRIANÇA
esperta
NADA
pensa no riacho
no arroio
no ribeirão
lambaris rodeando pés
esperando migalhas de pão

adulto, racional
pensa também
em H2O
em liquido incolor
insípido
ESSENCIAL À VIDA
é a maior parte
do corpo
e do GLOBO
que é
setenta por cento
ÁGUA

CRIANÇA
pensa em
aguapé
água de coco
água furtada
e “assombrada”
ÁGUA DA CHUVA
em dias de verão

ADULTO querendo
CRIANÇA ser de novo
que NEM PENSA
no adulto que um dia vai ser

mas pros dois,
NÃO IMPORTA IDADE
água deveria ser sempre
como sonhamos a humanidade
PURA

RICARDO garopaba BLAUTH

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

DISTÂNCIAS

DISTÂNCIAS


calado pensa
tenta medir distancias
impossíveis de mensurar....
calado pensa
calado descobre
distancia que separa
não se mede
sente-se.....
calado pensa
no espaço existente
separador.....
calado pensa
no tempo que passa
lentamente....
pergunta então
ao silencio que o cala
e ao momento
lentamente passando


RICARDO garopaba BLAUTH

POEMAS DO SURF




POEMAS DO SURF
Walmyr Ayala

Num dia qualquer no passado, quando já fazia arte profissionalmente, o telefone toca. Era um editor da “Cultura Contemporânea” que iria publicar um livro de Walmyr Ayala. “Poemas do Surf”.

Nunca tinha ouvido o nome do autor. A editor que falava comigo discorria sobre a importância do mesmo e conhecendo meu trabalho com a temática de surfistas, queria minhas obras para ilustrar a capa e contra capa do livro “POEMAS DO SURF”.

O surf, que nunca pratiquei, é meu conhecido. Há muito freqüento a beira do mar. Gosto de horizontes amplos e o mar proporciona isto. Está sempre em movimento e emitindo sons. Sua presença é onipresente. Sons, imagens, cheiros e o movimento eterno. Adoro o mar.

Ver surfistas na água ou fora dela é como se, cúmplice do seu prazer fosse.

Aceitei o desafio. Para a capa escolhi a obra “A PROCURA DE NOVAS ONDAS” e para a contra capa “O JOVEM SURFISTA”.
Na imagem que acompanha a crônica você vê os guris caminhando tendo sua silhueta refletida na areia molhada.

Como eles sigo meu caminho procurando novas ondas. Novos desafios. Como o moleque sentado olhando o mar e manobras de surfistas mais experientes, sonho observo anotando mentalmente material para novas obras.

Como os surfistas e moleques, sou um sonhador. Acredito que poderemos sempre carregar e utilizar bem as “pranchas” da vida. O amanhã sempre proporcionará novas ondas. Talvez até maiores e melhores.

RICARDO garopaba BLAUTH

Domingo, 7 de Junho de 2009

ESPERA





RICARDO garopaba BLAUTH

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

VENDEDORES DE PRAIA



VENDEDORES DE PRAIA


“SEU AMARO CESTEIRO”

Além de sonhador sou um caçador de imagens. Dentro das minhas obras tenho uma temática “Vendedores de Praia”. Revisando ontem meus arquivos, revi um trabalho que fiz no final da década de 80.

Entre março e dezembro de 1987, viajamos, a Therezinha e eu, pela costa do Brasil, procurando sempre estar o mais próximo possível do mar. A viagem rendeu uma boa coleção de trabalhos. Entre eles estão de alguns que fiz baseado em personagens reais que conheci, como o “Seu Amaro Cesteiro” e família em Cabo Frio. Artesão habilidoso vende, com a ajuda dos filhos, a sua produção na praia. Colhi na ocasião uma grande quantidade de fotos que me renderam material para pinturas originais e únicas, mais múltiplos em gravuras pochoir.

Conversei bastante com seu Amaro enquanto caminhava a sua frente, ao lado, registrando as cenas depois transformadas em obras plásticas. Acabei comprando e tenho até hoje, a peneira grande que aparece pendurado na taquara que lhe servia para exposição e transporte dos seus produtos. Um autêntico e móvel “varal humano”.

Seus filhos, que eram três, uma jovem moça, um adolescente e um piazote, o acompanhavam. Transportavam os cestos pendurados nos braços ou sobre a cabeça fazendo sombra. O conjunto todo se locomovendo pela praia era fantástico e plasticamente belo.

Exemplo de persistência e habilidade artesanal mais a capacidade de empreendedor. Produtor e vendedor ao mesmo tempo. Certamente produz fora da temporada e sai para vender quando os potenciais clientes estão na praia.

Um belo exemplo de excelente artesão e criativo empreendedor. Este artesão trabalha para si mesmo e é exemplo para seus filhos.


RICARDO garopaba BLAUTH

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

O QUE NÃO EXISTE É MAIS BONITO DO QUE EXISTE




O QUE NÃO EXISTE É MAIS BONITO DO QUE EXISTE


Manoel de Barros. Gravem este nome. Se gostam de trechos curtíssimos que fazem pensar, que fazem a sua criança interior saltar de alegria, procurem ler algo deste mineiro. Ali está um velho e bom escritor falando como criança.
Cada linha é uma delicia de criatividade e espontaneidade infantil.

“O que não invento é falso” é uma das suas máximas.
Outra frase que também gosta de usar é a que dá titulo a esta crônica. Manoel de Barros a verdadeira criança grande.

Recebi de presente no natal passado um livro objeto deste autor que é um primor de criatividade. O “livro” na realidade são folhas dobradas ao meio e nelas a direita um pequeno texto de Manoel e a esquerda um desenho da filha artista plástica. As folhas estão amarradas com uma simples fita dentro de uma bonita caixa de papelão. “Memórias Inventadas- Primeira Infância” é o titulo do primeiro dos três volumes.

Gosto de frases curtas, que façam pensar, que estimulem nossa vontade de fazer, de brincar, de aprender. Sonhar, imaginar que o impossível é possível segundo a lógica de quem acredita e dá espaço a sua criança interior.
Sonhar permite que vejamos pronto e belo o inexistente, que por não existir na realidade se torna ainda mais belo em nossa imaginação, em nossa viagem imaginária.

Para tornar sonhos possíveis, realizáveis e reais, existe a necessidade de criar parâmetros, projetos, quereres. Para simplesmente sonhar nada disto é necessário. A realidade é “virtual” dentro do nosso hardware mental, dentro do nosso cérebro. Dentro desta “virtualidade” podemos viajar a lugares impossíveis, podemos transcender.

Pensar como criança torna tudo possível. Torna belo, muito mais belo o que não existe do que a realidade “real”. Para a criança que se integra com o brinquedo, o mundo está todo ali ao seu redor. Vejam uma criança solitariamente brincando e observem se ela não é naquele momento mais feliz que nós adultos com nossas muitas vezes, preocupações excessivas.

Biologicamente adulto, quase septuagenário, quero cultivar a criança interior comigo, compartilhar suas alegrias e experiências com os que lêem meus rabiscos. Esta criança gosta de circos, de musica, de leitura, de boas conversas, de brincar, nunca de competir. Esta criança desde sempre, não brincava “as devras” e sim de “as brinca”.

As bolinhas de vidro que eu tinha eram escolhidas uma a uma e Nunca as colocaria em risco de perdê-las se o jogo fosse “as devras”. Assim como as figurinhas do sabonete Eucalol, os Gibis de coleção, a coleção do Tesouro da Juventude. Tudo fazia parte de uma riqueza incalculável no meu imaginário infantil e depois juvenil.

Cedo me fiz adulto, responsável e por algum tempo não me dei conta que criança interior estava todo tempo comigo me ajudando, aconselhando, me ensinando os caminhos mais prazerosos.

Filhas e neta completam minha família. Hoje adultas devem ter também a sua criança interior, visto o que fazem.

Encerro com outro texto de Manoel de Barros:

“No fim da tarde, nossa mãe aparecia nos fundos do quintal: Meus filhos, o dia já envelheceu, entrem pra dentro.”

O dia envelhece no fim de cada tarde, morre a meia noite e no mesmo momento, bem no escuro, quietinho renasce. Aguarda paciente que acordemos para nos apresentar novas oportunidades, novas perspectivas, novas criancices.

Viva, sonhe, observe. Valorize amigos, interaja sem nunca esquecer que dentro de si existe um tesouro inestimável.

Você mesmo criança.



RICARDO garopaba BLAUTH

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

ESCRAVO DE ESTÍMULOS PROGRAMADOS




ESCRAVO DE ESTÍMULOS PROGRAMADOS


“Nossas reações ultrapassam os limites lineares das leis físico-químicas do cérebro. Somos mais que uma máquina cerebral lógica. Os computadores jamais terão consciência de si mesmos, serão sempre escravos de estímulos programados”. Palavras do personagem de um livro de Augusto Cury - psiquiatra, pesquisador e escritor.

Estas palavras me vieram à mente no instante em que iniciava estas linhas. Já comentei em textos anteriores que considero o computador, tão onipresente em nossas vidas, máquinas burras que fazem as coisas ligeiras.

São pensamentos e palavras de um leigo que sou das “entranhas” da informática, mas usuário voluntário e involuntário destes equipamentos que hoje regem as nossas vidas. Em tudo. Na segurança, na medicina, nos estudos, no lazer, no trabalho, em tudo enfim.

Gosto de computação e sei da importância que ela representa para toda humanidade, mas temos que ter consciência que somos nós que mandamos. Por favor, ninguém deveria insultar nossa capacidade de pensar colocando em tudo a “culpa” no computador ou no “sistema”.

Culpa por si só não é a palavra correta. Responsabilidade(s) é que devem ser administradas e assumidas. Sempre antes, não depois de falhas. Mesmo quando estas falhas não tiverem causado traumas irreversíveis. Máquinas burras deveriam ser programadas, dirigidas, operadas, administradas por pessoas que saibam o que fazem e que tenham responsabilidades.

Uma faca é um instrumento imprescindível na cozinha. Útil e necessária, porém perigosa se usada de maneira errada. Pais responsáveis ensinam isto a sues filhos. Outros exemplos podem ser dados além da faca, mas fiquemos neste.

O uso responsável e adequado de qualquer coisa, é responsabilidade do que o faz, usa, manuseia, administra. Nós cidadãos, temos o direito de ter nossa segurança, tranqüilidade respeitada. Direito de andar na rua sem ser molestados, dirigir em estradas e ruas decentes, voar tranqüilos em aviões dos quais nada entendemos.

Por favor, chega de desculpas. Assumamos todos nós as responsabilidades e direitos. Vamos agir e não falar.

Assumir responsabilidades e exigir nossos direitos vai mudar tudo.

RICARDO garopaba BLAUTH

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

EM PONTO MORTO



EM PONTO MORTO

Carro ligado, motor funcionando, em ponto morto. Sentado atrás do volante o motorista espera. Espera. O tempo passa e a imobilidade começa a incomodar.
De forma automática engata a marcha e carro começa a se mover. Na primeira esquina descobre surpreso que não sabe pra onde ir.


“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.” Oscar Wilde.


A maioria das pessoas ficam somando dias ao invés de somar vidas. Realizam suas tarefas de forma automática, vivendo vida requentada.


Já reparou que um bebê quando acordado e com os braços e pernas livres, normalmente está em constante movimento? Olhando, ainda sem nada ver a não se manchas e movimentos, está vivendo. Vivendo seu mundo de recém nascido, mas vivendo. Assim permanece ate que alguém interfere e tenta chamar sua atenção propondo nova atividade.


Gosto da imagem da criança sentada na areia da praia, sabendo-se rodeado da segurança dos pais ali perto e sentindo-se “dono do mundo”. Vivendo constrói castelos de areia, que a próxima onda pode desmanchar.


Mais adiante na escola começa a receber informações, conteúdos , regras, condutas que mais das vezes conflitam com algo que não sabe direito o que é mas que instintivamente sabe não ser aquilo que se está lhe sendo apresentado. Sente-se existindo e não vivendo e se não tiver um AMIGO não tem com quem conversar a respeito.


Crianças crescem seguindo formas, condicionamentos, por gente pessoas que não brinca, ensina. Gente que não seduz, informa. Gente que não ri, exige ordem. Gente “adulta”. Crescem educadas por pessoas que existem, não por pessoas que vivem. Daí a acontecer mais tarde de tempos em tempos ficarmos em PONTO MORTO. Motor ligado, sem saber pra onde ir. Quando então nem um vento nos será a favor. ( Sêneca 10 DC ).


Tenho uma conhecida bloqueira que trabalha ensinando a rir. JÁ PENSOU ? Aprender a rir novamente. Aprender a “conversar” novamente. Aprender a VIVER.


Não pare pra pensar. Continue andando e pense.


Vamos sair do Ponto Morto e VIVER, não somente existir.



RICARDO garopaba BLAUTH

Domingo, 31 de Maio de 2009

SER NATURAL - individualidade







SER NATURAL

O ser humano desde que começou a pensar, sempre que surgia algo que não entendia procurava formas de colocar aquela situação em mitos, dogmas. Agia desta maneira para poder sobreviver e aceitar o que não entendia.

Há muito que me libertei de dogmas aprendendo a respeitar e valorizar o Natural, a naturalidade de realidades sem máscaras, sem “verdades”. Adoro observar a natureza, ouvir silêncios, conversar e ouvir, aprender com os erros, fazer fazendo, confiar que o SER é mais importante que TER. E que é possível e natural SER sem medo do Ter.

Acredito que o ser natural é segundo se pode ler no dicionário...........

que decorre normalmente da ordem regular das coisas
que vem de nascença, é inato
que é característico, próprio do instinto
que é essencial ou próprio, é peculiar
que é feito de maneira espontânea, não planejado ou estudado
que é uma tendência espontânea, de caráter, de índole

Quando se atinge uma idade já “acima da média” é Natural que se saiba que estamos caminhando numa direção em que o final é conhecido. Dentro deste princípio acredito ser Natural valorizar cada MOMENTO do que nos cabe vivendo intensamente dentro do que se valoriza, se acredita e principalmente do que gostamos e temos PRAZER em realizar.

Não acredito, não prego ou escrevo verdades absolutas, pois o mundo em que estamos vivendo hoje, em “rapidação” maior do que nunca, pode trazer no “amanhã” novas informações para serem processadas em nossos cérebros , poderosas maquinas pensantes e assim chegarmos nós mesmos naquilo que nos é Natural.

Dentro desta realidade e tendo potenciais para serem explorados e que me dão gosto e prazer em executar me é Natural fazê-lo. Conversar, escrever e desta maneira compartilhar experiências, vivencias. Fazendo isto e aprendendo cada vez mais a ouvir, acredito que o Ser Natural em que acredito, poderá cada vez mais crescer.

Acredito também na Naturalidade de possuir AMIGOS no sentido pleno da palavra, que são o espelho da nossa alma. Quem acredita em si próprio, não deve abrir mão destas premissas.

Ser Natural é agir assim TODOS ao dias. Tradicionalmente festejamos datas. Respeito quem as valorizam. Entretanto acredito que todos os momentos devam ser valorizados tanto ou mais que um dia em que um fato ocorreu no passado. É o que acredito, não uma verdade absoluta. É MINHA MANEIRA DE VALORIZAR A VIDA.......SEMPRE !

RICARDO garopaba BLAUTH

Sábado, 30 de Maio de 2009

AS ONDAS DO PRAZER - fotos




TODAS AS FOTOS QUE DERAM ORIGEM A CRONICA ABAIXO VOCE PODERÁ ADMIRAR COM O VAGAR QUE MERECEM NO MEU BLOLG INICIAL "ARTES DO BLAUTH" NA COLUNA DA DIREITA AO LADO

AS ONDAS DO PRAZER

AS ONDAS DO PRAZER

FAÇA O OUE GOSTA E O FAÇA COM PRAZER.
O caminho para a realização total, pessoal, profissional, financeira, vocacional, amorosa, e tudo mais que você possa imaginar, está resumido na frase acima.

Quem sabe com segurança o que quer fazer em todos os momentos de sua vida e investe nisto toda sua determinação, força, tempo, sacrifícios e dinheiro, se tiver, o prazer estará lá presente no pico do processo. Quando ambos juntos estiverem, o gosto e o prazer, acredite que é algo que não existem palavras para descrever. É uma sensação que cada um terá a sua com a intensidade proporcional ao seu querer.

Recebi num email uma historia, acompanhada de fotos que passo a compartilhar.

Clark Little,começou a fazer as imagens depois que sua mulher manifestou o desejo de ter uma foto para decorar a casa do casal, no Havaí.
Clark é um ex-surfista americano agora se dedica a uma atividade inusitada: fotografar ondas de dentro delas.Há dois anos, ele vive do dinheiro que ganha com a venda das fotos."O mar é minha segunda casa e eu amo o que faço", disse Little. "Não existe para mim aquela sensação de encarar o trabalho como uma obrigação."

Agora é só olhar para as fotos e imaginar onde e como foram tiradas, a técnica necessária para saber batê-las, o esforço fisco e mental para ser “louco” o suficiente para estar lá e na hora certa, no momento certo, fazer o click. Fácil não?

Será que só olhando para as fotos, saberemos olhar para o passado de Clark e ter a idéia que ele teve de as “bater”, quando a esposa quis algo para decorar a casa,
dá para enxergar seu passado de surfista, começando com ondas menores e prazerosamente enfrentando as maiores?

Dá para enxergar as enfadonhas aulas e frustrações de fotos tremidas, fora de foco ou “batidas uma fração de segundo antes ou depois? Dá para ver quantos “caldos tomou derrubado por estas ondas que vão ate quase 5 metros de altura?

Quem sabe imaginar quanto equipamento se perdeu nestes tombos? Se todos eles foram apenas susto e perdas materiais? Se não sofreu fraturas que o impossibilitaram por algum tempo que depois precisou ser recuperado?

As fotos são impressionantes! Veja também o que está atrás delas. Amor, determinação, vontade de...... e na soma de tudo o Prazer !


RICARDO garopaba BLAUTH

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

LIVROS



LIVROS

Coleção de folhas de papel, impressas ou não, cortadas, dobradas e reunidas em cadernos cujos dorsos são unidos por meio de cola, costura etc., formando um volume que se recobre com capa resistente.

O dicionário descreve assim um livro. Para mim é mais que isto, muito mais. É um mundo de magia e imaginação que reúne letras que formam palavras e nos permite sonhar, viajar, estudar, transmitir conhecimentos. Desde que alguém teve a idéia de desenhar formas para representar algo, o fantástico aconteceu. A oralidade não era mais o único meio de preservar pensamentos, idéias, acontecimentos.

Inicialmente os livros eram feitos a mão, desenhados um a um, desenhos e letras. Eram objetos artesanais caros e acessíveis somente a uma elite alfabetizada e rica. Com o advento da tipografia a possibilidade de produção em massa de livros o salto para a humanidade foi incrível. Hoje Livrarias são inclusive lojas - ancoras de grandes Shoppings. Li com surpresa e satisfação que apesar de fusões de grandes super-livrarias (a Saraiva engolindo a Siciliano por exemplo) o mercado ainda está em grande maioria, nas pequenas livrarias pelo Brasil a fora.

Nós aqui em Garopaba somos privilegiados por ter o ANO INTEIRO uma Livraria a nosso dispor. Outra noticia que me encantou é que sebos (livrarias que vendem livros usados) estão hoje organizadas para atender qualquer pessoa em qualquer lugar do Brasil. Aquele livro esgotado, fora de circulação, que você não consegue achar, agora pode ser encontrado pela Internet. http://www.estantevirtual.com.br/ Anote este endereço eletrônico. Livros que a Ester e o Daniel da Livraria Navegar não conseguiram por estar em edições esgotadas, consegui ali pela Internet e chegaram pelo correio em poucos dias.

Visite Livrarias, leia muito e descubra um mundo mágico que se esconde atrás das palavras de um livro.
Terminei de ler um livro de Rubem Alves “Se eu pudesse viver minha vida novamente...”
Risco e sublinho todos os livros que leio. Terminado este, vi o que escrevi na primeira página:

Comprei este livro,
que agora leio e rabisco.
Para ler de novo, mais e mais vezes
e ver iluminadas por traços
luzes para meus caminhos
e escrever as palavras
que se acumulam querendo sair,
serem escritas.

Para quando chegar o dia de ir,
possa dizer como Patativa do Assaré:
“quando eu morrer / eu sei que a terra me come /
mas fica bem vivo meu nome / naqueles que gostam de mim “

Ou ainda como Mario Quintana:
“morrer, que me importa /
o diabo é deixar de viver “

Até lá juntar letras, fazer palavras.
Colocar luzes para iluminar caminhos
Em trilhas caminhadas.


RICARDO garopaba BLAUTH

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

TIA GECY

TIA GECY – 28 mai 09

email que recebi a poucos minutos:

Ôi Ricardo

Que inveja dos 'TEUS' passarinhos. Claro que são teus! Tão bem alimentados. De formatos variados e de tantos matizes, junto ao Tobi, formam uma cena bucólica de uma beleza invejável! Realmente,tens uma maneira maravilhosa (quanto ma,ma) de começar os teus dias! E que fofura aquele castelinho de areia para completar o teu texto Tudo de extremo bom gosto! Beijos Gecy




Obrigado QUERIDA TIA

É realmente gostoso se alimentar de NATUREZA.

Tudo nela me fascina principalmente pelas lições que nos dá
quando sabemos interpretar os sinais.
Tudo que NATURAL não forçado, me é fascinante.

NÃO , NUNCA, são palavras que tento abolir do meu vocabulário, da minha vida.
Tento de todas as maneiras viver, me expressar,
colocando o foco sob outro ângulo, valorizando o que naturalmente acontece.

É fantástico quando se têm retornos como os comentários
que a Sra, colocou em tão carinhosas palavras.

Agradeço em nome da “criança” que dentro de mim vibra.

Um “Viva” à pessoas que se expressam e o fazem para valorizar
o que acreditam importante.
O resto.......... aquilo que vende jornais, revistas, dá manchetes,
tem publico “plim .....plim....” deixe que se vire sozinho.

Obrigado QUERIDA TIA.
A Sra já fez na minha vida muita coisa importante que talvez nem mais se lembre.
Todos nós somos importantes para alguém por nossos gestos, palavras, exemplos.

Um grande e carinhoso beijo
DO SOBRINHO DE CORAÇÃO......


RICARDOgaropabaBLAUTH


Em tempo:
Este email foi um presente maravilhoso que recebi hoje...........28 maio 2009

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

ME FEZ PENSAR..." a cultura do SLOW DOWN"



ME FEZ PENSAR

Eu tenho um amigo que quase diariamente me remete anexos em PPS que geralmente são pesados para abrir. Recebi um por estes dias que fala da “CULTURA DO SLOWN DOWN”. Vinha com uma história que resumidamente é a seguinte :

Um brasileiro que foi estagiar na Volvo na Suécia. Todas as manhã o sueco que a fabrica tinha colocado para o assessorar, o levava de carro até a empresa onde sempre eram os primeiros a chegar, encontrando então o enorme estacionamento completamente vazio. O sueco sempre estacionava lá no fim do espaço e então caminhavam em direção do prédio. O brasileiro no terceiro dia não agüentou mais a curiosidade e perguntou :

” Porque sempre estacionas no fim do espaço quando tem lugar lá perto da entrada ? O sueco respondeu sorrindo....... assim nós que chegamos cedo, nos exercitamos caminhando nestas belas manhãs e aqueles que por urgências chegam em cima da hora SEMPRE vão achar , perto da porta, um lugar para estacionar. “

Preciso fazer algum comentário? Que tal PENSAR a respeito.

Li, não lembro onde, um pequeno poema que coloco aqui.

ME FEZ PENSAR
PARA QUE CORRER
SE CHEGAMOS TODOS
AO MESMO LUGAR
UNS ANTES OUTROS DEPOIS
MAS ESTES ULTIMOS
SEGURAMENTE
COM MAIS PROPRIEDADE
E VIVENDO A VIDA
COM MAIS SABOR

RICARD0 garopaba BLAUTH

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

CRIATIVIDADE # 02



CRIATIVIDADE # 02

A criatividade faz parte da própria natureza como um todo. Todo ser vivo em maior ou menor grau exercita a sua para sobreviver e preservar a espécie. O ser humano consegue melhores resultados que outras espécies, porque aprendeu, registrou, escreveu, ensinou, passando adiante os conhecimentos adquiridos. Consegue assim iniciar seu trabalho onde outros pararam.

Curioso e investigativo o homo sapiens corre na frente dos outros seres vivos. Entretanto fico fascinado quando vejo documentários, leio sobre experiências e pesquisas e constato maravilhado o que a natureza deu de capacidade a todos.

Um exemplo. Polvos são animais fantásticos e aprendem vendo. Isto mesmo, simplesmente vendo.Outro dia vi um documentário longo e cheio de experiência cientificas do qual relato apenas uma.

Foi oferecido a um polvo em seu aquário um siri dentro de um vidro com tampa de rosca. Ao lado, noutro aquário, outro polvo via a cena. O animal com a presa que queria comer tentava encontrar formar de chegar ao siri dentro do vidro. Depois de algum tempo descobriu que, com seus tentáculos podia desenroscar a tampa e assim ter acesso a seu alimento.

Logo após foi oferecido petisco igual ao polvo no aquário ao lado. Em segundos sabia o que fazer e com rapidez espantosa abriu o vidro com sua tampa rosqueada.

Quantos de nós aprendemos com o que vemos? Com o que é nos ensinado? Com tudo que temos a disposição para exercer nossa criatividade, quantos de nós simplesmente aceita o que lhe é oferecido sem questionar?

Precisamos aprender a fazer perguntas. As respostas estão em todos os lugares, a nossa disposição. Entretanto precisamos saber o que queremos para formular as perguntas e assim achar as respostas.

Querer, não canso de repetir, é a chave para se conseguir, chegar a algum lugar ou resposta. Formatar nossos sonhos transformá-los em projetos é meio caminho percorrido.

Quem me conhece pessoalmente sabe que gosto de conversar, polemizar, discutir idéias. Gosto de conversas inteligentes e de pessoas que acreditam em si mesmo. Que não esperam, fazem.

CONVERSE, ACREDITE EM SI MESMO E FAÇA ACONTECER.


RICARDO garopaba BLAUTH

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

POETA DOS CASTELOS NOS ARES



CASTELOS PELOS ARES


Já escrevi sobre os “Castelos de Areia” que as crianças constroem na praia. Pois estava procurando assunto para escrever quando recebi um email de minha irmã que mora em Campinas enviando uma frase dum livro que está lendo que a fez se lembrar de mim. A frase diz : “O poeta constrói castelos pelos ares, o louco mora neles, e as pessoas da vida real, cobram aluguel”.

Fiquei num primeiro momento muito feliz pela minha irmã Rosangela, que todos conhecem como Neca ter se lembrado de mim lendo esta frase e nas entrelinhas do email que enviou me comparado a um poeta. Certamente por ler as coisas que escrevo.

Momento seguinte o espanto. Poeta eu? Já tentei explicar que uma das maneiras que estou escrevendo é tentar dizer mais com menos palavras. Relendo alguns dos meus escritos vejo a poesia que tento colocar no que escrevo, mesmo em prosa.

Já confessei diversas vezes que me considero um otimista, um romântico incorrigível e que para mim todas as pessoas são boas até prova em contrário. Às vezes sinto que querem “bater” em mim por declarar tal coisa.

Estou numa fase da minha vida que sinto um impulso quase incontrolável de colocar em palavras as idéias e pensamentos que se atropelam em minha mente. Receber o email da minha irmã, ler a frase e começar a escrever este texto aconteceu quase que simultaneamente.

Logo fui pesquisar imagens na Internet para ilustrar o texto e vejam a coincidência. Um pequeno “castelo de areia”, (comecei este texto falando sobre isto) que alguém, provavelmente com ajuda de um programa de computador, colocou em imagem e que retrabalhei também no computador.

Nada na vida é por acaso. Tudo está interligado. Nós humanos, somos “mundos” que se relacionam entre si e com outros “mundos”. Aqui acredito já é o “o menino sonhador” que sou que está escrevendo e que carinhosamente está sendo chamado de poeta. Obrigado gente.

Sou um construtor de “castelos de areia........agora nos ares”.
RICARDO garopaba BLAUTH

Domingo, 24 de Maio de 2009

OUVIR O SILENCIO




QUE MARAVILHA

DE TEMPOS EM TEMPOS

OUVIR O SILENCIO





RICARDO garopaba BLAUTH

Sábado, 23 de Maio de 2009

APITO FINAL




QUALQUER JOGO SÓ ACABA
SOM O JUIZ ASSOPRANDO
O APITO FINAL

enquanto isso VIVA........
VALE A PENA VIVER.........
pois até segundos são importantes
afinal................................
a vida vale a pena.............
....................ATÉ O APITO DO FINAL
RICARDO garopaba BLAUTH

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

DESAFIOS # 1

DESAFIOS


Nosso corpo, máquina biologicamente fantástica, a cada momento vence desafios. Alguns rotineiros, muitos inesperados. Mas é uma máquina que está sempre atenta, sem que percebamos, a qualquer novo desafios que possam surgir.

Assim, vencer desafios cada um de nós, inconscientemente, através do nosso corpo, faz diariamente. Entretanto quando se quando se pensa na palavra, DESAFIO, quase que instantaneamente nos vem à mente alguma coisa difícil, ou pior, inatingível. Criamos para nós mesmos sem perceber a primeira dificuldade.

Viver, seja o que for, deve ser prazeroso. Precisamos saber conscientemente o que queremos e que executamos com prazer e alegria. Este sim o primeiro e verdadeiro desafio a ser vencido. O que queremos. O que você quer. Querer é para mim a palavra chave. A partir de então meia batalha já estará vencida.

Assimilar um fato, seja o que for, aceitá-lo como é, e querer solucioná-lo, repito, já é meio caminho andado. Problemas devem ser vistos como etapas a serem vencidas. Uma a uma. Momento a momento.

Para chegar ao topo de uma escada precisamos subir o primeiro degrau. Mas antes disto precisamos querer chegar ao ponto que a escada nos levará. Tudo tem um começo, um querer.

Reconhecer este fato e saber formular perguntas nos ajudará a encontrar soluções. Como exemplo cito o computador, hoje presente em quase tudo que fazemos, independente da nossa atividade, posição social ou financeira.

Você pode não perceber, mas é hoje uma ferramenta presente onde estivermos. Entretanto é uma máquina burra que executa rápido o que lhe ordenarmos. Este então É um desafio.

Se não soubermos o que queremos, se não soubermos fazer perguntas, de nada vale sua capacidade de memória, sua velocidade e o que mais for que a informática pode nos oferecer.

Por isto, saber fazer perguntas, é um DESAFIO a vencer. Pense e aja. Ajude a que tenhamos cada vez menos analfabetos funcionais.


RICARDO garopaba BLAUTH