INTEGRIDADE NÃO SE VENDE
Cinéfilo assumido gosto de lembrar passagens marcantes dos filmes que assisto. É um prazer fazer isto e quero destacar aqui uma, num filme interessante por muitos aspectos, mas que no seu final apresenta um diálogo muito bem filmado e editado além de magnificamente interpretado. Estou falando de “Perfume de Mulher” com Al Pacino e Chris O´Donnell. Se não ainda não viu vale o esforço de localizá-lo numa locadora e assistir. Quem já o assistiu sabe que é um filme com passagens fantásticas abordando diversos temas em situações muito bem colocadas, mérito como já disse de um excelente roteiro. A cena que aqui desejo destacar aborda o tema da valorização da integridade, que acredito ser um dos maiores valores do ser humano. O desenrolar do filme mostra o processo de circunstâncias que coloca um estudante menos afortunado, social e economicamente, com a possibilidade de ver destruído seus esforços e estudos se não se dobrar à sistemas. Integro, decide “não se vender”. Situações muito bem apresentadas no filme, o colocam em confronto com um alto oficial do exercito, reformado por ter se tornado cego em combates. É um personagem amargurado e inconformado com a sua deficiência que conflita com sua vitalidade. Suas angustias são magistralmente demonstradas. É a cena quase ao final do filme que quero destacar. A redenção de um jovem que não vende sua integridade e de um adulto que encontra um novo começo para sua vida que julgada acabada. Otimista incorrigível, sempre acreditei que tudo é possível quando se tem o rumo a seguir e sua integridade intacta.
RICARDO garopaba BLAUTH
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
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