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segunda-feira, 20 de julho de 2009

CONVERSAR - COMPARTILHAR


Sempre gostei muito de conversar. Quem me conhece pessoalmente sabe. Leio muito e estou aprendendo que preciso também a ouvir mais.

Na edição 2 120 da Veja o articulista Claudio de Moura e Castro fez uma crônica super interessante a respeito da fala. Citando fontes mostra que se nunca tivéssemos convivido com outros seres humanos, não chegaríamos a desenvolver nosso cérebro. Cita no início o “Mogli- Menino Lobo” de um conto de Rudyard Kipling que cresce sem nunca ouvir ou ter dito uma palavra até ser encontrado.

A linguagem é o que nos separa do restante da natureza. Por isso temos um cérebro maior que outros primatas, justamente para lidar com as exigências da linguagem.
Sabe-se que metade da população brasileira e funcionalmente analfabeta. Um aluno brasileiro tem uma capacidade lingüística que corresponde a um europeu com quatro anos menos de escolaridade. Quem afirma é um Programa Internacional de Avaliação de Alunos.

Conversar porem com mais conteúdo, ouvir mais, ler mais. Mas ler e entender o que está lendo. Meus estudos pouco passaram do que hoje é o segundo grau. Mas sempre li muito, e quando conversava propositadamente polemizava sobre vários assuntos para tentar extrair de meus amigos e conhecidos pensamentos, idéias que certamente seriam diferentes das minhas. Curioso nunca cansei de perguntar, ir atrás de informações, procurando saber mais, sem ter medo de fazer de continuar andando em frente e corrigindo erros no percurso.

Eu tenho um sonho, que devagar estou tentando transformar em Projeto. Conversar com quem quiser ouvir, perguntar, apresentar novos ângulos, novas perspectivas. Não sou, nem quero ser professor. Quero sim compartilhar minhas vivencias, de biologicamente septuagenário mas com disposição para conversar de um jovem de vinte e três. Conversar e ouvir. Ensinar e aprender. Compartilhar.

Conversar com gente. Alunos e professores. Empregados e empregadores. Dirigentes, empreendedores, com gente que faz uma nação crescer valorizando gente, pessoas, que serão sempre o maior patrimônio de qualquer empreendimento. É gente quem trabalha, mas também são gente aqueles que são nossos clientes. Se não soubermos nos comunicar com pessoas perderemos eficiência, perderemos clientes, perderemos a nós mesmos.

Conversando, ouvindo, perguntado, encontrando caminhos venceremos os momentos que nos esperam enquanto caminhamos o presente.

RICARDO garopaba BLAUTH